quarta-feira, 8 de abril de 2009

Cadê os professores?


AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PISO SALARIAL NACIONAL DA EDUCAÇÃO EM GOIANDIRA

Com meia hora de atraso, às 19h30min do dia 7 de abril, no salão da Câmara de Goiandira, iniciou-se a Audiência Pública versando sobre a Lei 11.738, de 16 de julho de 2008, que trata sobre o piso salarial aos profissionais do Magistério Público.
Além do vereador Professor Erick, idealizador do encontro, o recinto estava contando com a presença de seis expectadores. Mais uma vez a noite chuvosa e a falta de interesse generalizada afastaram o grande público alvo de um tema primordial.
O encontro durou uma hora e meia. Um data-show foi instalado, mas não foi utilizado, talvez devido à fraca presença.
Os palestrantes, em número de três, eram integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás – SINTEGO. Tais professores diretores sindicalistas, Antonio, Maria Moura e “Alvesley”, demonstraram entusiasmo apesar da fraca presença.
Foram afixadas faixas dos patrocinadores do encontro: CUT, SINTEGO e CNTE.
Foi discorrida a histórica busca de uma fixação salarial nacional da categoria. Algo que teve início com uma Lei no ano de 1827, mas a mesma não foi cumprida por falta de dinheiro. Outras tentativas nas décadas de 40, 70 e 90 tornaram-se infrutíferas, vindo ao bom êxito somente agora. Aprovar uma Lei é tarefa árdua e colocá-la em prática é um trabalho hercúleo.
A Lei foi colocada à prova com impetração de uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade por cinco governos estaduais. O STF já julgou favorecendo a categoria, mas ainda falta o julgamento do mérito. Os estados de tal bandeira retrógrada correspondem ao CE, RS, SP, MG e TO.
No próximo dia 24, uma sexta-feira, está marcada uma paralisação Nacional da Educação para sensibilizar o julgamento do STF. Quando a Educação não vai adiante é ultrapassada pela estupidez.
Foi feita uma leitura, com explicação tópico por tópico, de todo o conteúdo da Lei, bem como de suas conseqüências. O corpo de uma lei é sempre enigmático e de difícil entendimento. São as amarras que possibilitam variadas interpretações.
Um dos tópicos mais enfatizado, pelos dirigentes do encontro, foi a reformulação do Estatuto e Plano de Carreira, ainda por ocorrer nos níveis estaduais e municipais. Uma luta faz se primordial para que os governantes não achatem ou desapareçam com direitos já conquistados. Instigaram os poucos presentes a tornarem-se agentes multiplicadores da idéia, além de fermento necessário da causa.
O piso que teve fixação inicial em R$950,00 já se encontra em patamares de R$1.132,40, de acordo com os reajustes previstos no índice “custo do aluno ano”, fórmula do MEC, baseada nos repasses do FUNDEB. A tabela salarial é dinâmica e a partir de janeiro de 2010 não haverá mais como protelá-la.
Poderão ser alegadas pelos executivos locais as dificuldades financeiras, mas as verbas da Educação, se aplicadas com exclusividade, cobrem o gasto perfeitamente. É prevista na Lei, uma complementação para o piso por parte do Governo Federal, desde que haja uma justificação sólida por parte de estados e municípios.
Em Goiandira certamente o Prefeito não colocará obstáculos aos benefícios da categoria, pois é integrante do Magistério antes mesmo de ser prefeito.
Nas considerações finais discorreu-se sobre a eficiência do SINTEGO, quando se coloca como anjo guardião da categoria. Instigaram-se os presentes a se associarem ao Sindicato, pois “um caititu fora do bando é sempre presa fácil das onças.” A mensalidade é correspondente a um por cento dos vencimentos. O Sindicato possui, para usufruto dos sócios, um clube em Caldas Novas, além de um hotel em Goiânia com cobertura de assistência hospitalar àqueles que vão à Capital em busca de um atendimento médico mais especializado.
“Não fique só. Fique sócio do SINTEGO”.
A mim “só ócio” interessa.
Para alguém “anti-lulista” parece que o mesmo está deixando bombas armadas para explodirem nas mãos do próximo governante maior e, caso seja aliado, sua turma sabe como desarmá-las.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito curioso esse fato. Analisemos a questão: Por que será que aquela quantidade expressiva de professores que foram à Câmara vaiar as falas do professor Erick, na ocasião em que ele tecia críticas ao Período Integral, não se fizeram presentes na reunião sobre o piso salarial, reuniaõ essa proposta pelo mesmo vereador que outrora os colegas de profissão vaiaram???

Será que faltou "alguém" para os induzirem a participar desse debate de suma importancia para a categoria???

Anônimo disse...

nao sabemos ao certo se foi boicote ou nao,porem oque fica é um sentimento de que ate mesmo os professores se deixaram de lado se me permito o pleonasmo,visto que estes nao se enteressam nem por greves ou a defesa ardua de sua luta por reconhecimento salarial,nao sei tambem se o que estava em questao aquele dia que o professor verador erick foi vaiado era mesmo preocupaçao com a escola o com a blindagem em alguns politicos corriqueiros que se escondem atras dos mais simples,ainda fica no ar a duvida ,estes tais professores sera que nao foram usados como massa de manobra,pense e reflita .

Valdecy Alves disse...

Olá!

Leia matéria sobre a luta dos profissionais da educação no Estado do Ceará, agora em janeiro de 2010, onde são relacionadas às principais maldades que precisam ser vencidas. Ipaumirim já votou pela greve, Ubajara em estado de greve, Fortaleza em Estado de greve. Você ainda pode conferir vídeo sobre a greve histórica do interior e capital do Ceará no ano de 2009. Veja, divulgue e comente. A LUTA HOJE DEVE ASSUMIR O STATUS DE UMA VERDADEIRA CRUZADA! Bastando clicar em:
www.valdecyalves.blogspot.com

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