quarta-feira, 15 de abril de 2009

Educação a distância só não vale entre Pais e Filhos


TELECURSANDO

Sou fã do ensino a distância. Vou além em sendo adepto do ensino telepático, pois assim foi que eliminei o Ensino Médio. Em Brasília, ainda na década de 80, fiz um tal Provão e em apenas um fim-de-semana exterminei o 2º Grau. Muito chute e “autodidatismo” foram as armas utilizadas. Pra provar que o método era válido, imediatamente após tal façanha, ainda passei no Vestibular da UnB pra o Curso de Administração, o qual fiz três semestres, tranquei e joguei a chave fora. Trabalhar de sol a sol e estudar intensamente é praticamente impossível – um dos dois será mal feito.
Agora que o tempo me sobra resolvi aumentar minha bagagem de conhecimentos ainda mais que o porta-malas está praticamente vazio. Ainda que seja em Telecurso. Tal ensino também seria de grande valia na educação básica, pois com alunos tão violentos acho que os professores deveriam aparecer na sala de aulas em um telão.
Num convênio com a Prefeitura de Goiandira o Telecurso TEC disponibilizou três cursos técnicos – Secretariado e Assessoria, Gestão de Pequenas Empresas e Administração. A novidade é que as aulas que passam às 05h25, em canal aberto, serão gravadas e as assistiremos em sala de aula presencial, uma vez por semana, num período de duas horas noturnas, com monitoria.
A aula inaugural deu-se ontem às 20h00. É lógico que o previsto era pras 19h30, mas tudo bem uma vez que já estamos duas semanas atrasados.
No total são 89 alunos e a platéia contava com apenas cinqüenta por cento deste total, incluindo a composição da mesa e ilustres visitantes. Tem gente queimando o cartucho, pois faltas serão contabilizadas e não poderão exceder a 25%, outro conto da carochinha.
A aula iniciou-se com o canto do Hino Nacional e, naquele recinto fechado, acho que exagerei na altura do timbre, mas coisas de um passado militar. O Hino, por brasileiros não-convictos, parece mais dublagem.
Na explanação da Coordenadora da Educação, Clarinha, ela salientou que Goiandira foi uma das cinco primeiras a aderir no programa e que a intenção é de se formar a melhor turma do Estado, superando a média 7 exigida. Ela pode contar comigo, verdadeiro papa-notas.
Reni, diretora do Centro Cultural, relembrou do Projeto “Um salto pra o Futuro”, há quase duas décadas, precursor de tal educação que ela freqüentou. Falou da sintonização difícil das antenas parabólicas, coisa superada hoje.
As dificuldades tecnológicas, porém, não demoraram a aparecer com desaparecimento de vídeo e áudio do “Personal Computer” utilizado concomitantemente ao data-show de bola. Nada que vinte minutos de tentativas de “reinicilização” e “reconexões” de cabos não resolvessem o “póbrema”.
Reni ainda solicitou do prefeito que os alunos funcionários, após o término dos referidos cursos, fossem aproveitados em suas novas habilitações, mas o mesmo demonstrou surpresa e embaraço com o pedido.
O prefeito Odemir disse estar com uma agenda árdua e intensa na área de educação. Disse que muitas novidades ainda serão implementadas. Acredita que o ensino “anteno-direcionado” a pessoas adultas tem maior aproveitamento, sendo que não se descarta o modelo tradicional. A pouca despesa com material e a ausência de deslocamentos contribui demais para que todos iniciantes concluam.
Muitos outros ainda procuraram se matricular, mas a limitação física não se permitiu outros telecursandos.
A Tele-educação está em foco para este aposentado, futuro secretário ou assessor dentro de um ano. Em agosto poderei também me matricular na FUVEST, uma graduação da USP à distância. Talvez faça Matemática e contrarie meus leitores que sabem da minha necessidade em Letras.

1 comentários:

crispamebella disse...

Matemática??? Não me impressiono. Sei que com os números é tão bom quanto as letras. Pena que geneticamente só herdei os números. E uma coisa que você nunca precisou foi de professor. Os maiores cientistas do passado também não utilizavam essa ferramenta. Boa sorte no curso!!!

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