sábado, 18 de abril de 2009

QUEM É A MAJESTADE?


AMADO ROBERTO OU CARLOS BATISTA

Roberto Carlos faz aniversário no Dia do Índio e eu nunca me esqueci disso porque sempre fui indigenista e fã do cantor perna-de-pau.
Sei que o Rei deva ter seus motivos, mas aquela dedicação de amor, expressa pelo autor-jornalista de um grande livro, sobre a vida do cantor, sendo interditado pelo agraciado, me fez rebaixá-lo na galeria dos meus ídolos. Embora tendo o arquivo do livro “Roberto Carlos em Detalhes”, de Paulo Cesar de Araújo, com 619 páginas, ainda não me atrevi a lê-lo por completo. Quanto trabalho do autor! Parece uma gravidez eterna. Um dia será um tesouro desenterrado, não pela grandiosidade indiscutível do Roberto, mas pela magnitude do autor, pelo pouco que li achei-o habilíssimo.
Roberto, daqui dois anos, deverá completar setenta anos e ouvi dizer que seu atual amor contará então com vinte e sete. Lembro-me da sua primeira esposa, a cheia de classe Nice. Depois nos apaixonamos juntos por uma atriz, só que ele a levou ao altar. Magoei. Com Maria Rita ele tornou-se súdito, servil, religioso... Por falar nisso, talvez ele tenha passaporte garantido para os Céus devido às belas canções direcionadas ao Pai, o verdadeiro Rei.
Quando eu era pequeno, mal nutrido, atrevido, na flor da idade, e com alguma nascitura intimidade com as letras, fiz uma música pra quando o Roberto Carlos morresse. Achava que seria logo, pois o Evaldo Braga tinha morrido recentemente. Eu acreditava que para eu fazer sucesso bastaria que o Roberto morresse e pronto, era eu nas paradas. O condenado continua em voga esbanjando saúde, sucesso, trabalhando uma vez por ano e vivendo na plenitude das emoções de um cruzeiro.
Costumo brincar dizendo que se ele fizer uma canção para a mulher goiana terá que se ver comigo, pois fez pras baixinhas e a minha esposa é, fez pras de óculos e a minha usa, fez pras gordinhas e a minha se encaixa, fez pras de quarenta e a minha tinha...
Aprendi a admirar o Roberto através de um dos meus irmãos. Ele deve ter sido o fã número um do Roberto, principalmente porque não tinha dinheiro e enchia a casa de pôsteres. Imitava-o nas vestes, no cabelo, nos colares e na cantoria. Lutou muito pra ser cantor e acho que ainda não desistiu o coitado. Chegou a gravar um LP vinil como integrante de uma dupla sertaneja, aquele com a voz sumida, mas também compositor.
O Roberto é intitulado como Rei e eu gostaria de saber em quais critérios. Rei da Jovem Guarda? Sim. Rei de vendagens? Não. Rei de Shows? Não. Rei em composições? Não. Rei na quantidade de canções? Não. Rei na feiúra? Não. O mais tocado? Não.
Para todos os “nãos” a resposta correta é Amado Batista, simplesmente amado!
Garanto que se algum escritor for escrever sobre o Amado também terá uma grande história e receberá todo o apoio do biografado.
Mas vivas agora ao Dia do Índio e às flechadas certeiras que o Roberto Carlos dá nos corações brasileiros.

PS: A minha letra em homenagem ao não acontecido falecimento do Rei Roberto foi se transformando e ficou mais ou menos assim: (Eu cantando é risada pra mais de metro)

ROBERTO, ROBERTO, ROBERTO,/ ROBERTO, ROBERTO!/NÃO PRECISAVA CHAMÁ-LO, /CHEGAVA E IA ENTRANDO,/ ROBERTO, O MARGINAL!/ RAPAZ SEM AMOR,/ INFANTE DE TODO MAL/ TINHA OS BRAÇOS LARGOS/ E O PEITO FORTE,/ QUEM O DESAFIAVA,/ ELE LHE DAVA A MOOORTE/ ROBERTO, ROBERTO, ROBERTO,/ ROBERTO, ROBERTO!/ UM DIA NA PRAÇA,/ UM PAQUERADOR/ FALOU QUE ÍA MATÁ-LO/ NINGUÉM ACREDITOU./ O PAQUERADOOOR/ ANDAVA ARMADO./ PARA MATAR ROBERTO/ ELE FORA CONTRATADO./ ATIROU DE LONGE, / TINHA MEDO DE ATIRAR DE PERTO/ E TOMBOU MORTO/ O NOSSO ROBERTOOO/ ROBERTO, ROBERTO, ROBERTO,/ ROBERTO, ROBERTO!/ FINADO ROBERTO. video

1 comentários:

Marilia Alves cunha disse...

Aristeu,

gosto muito do que você escreve e acompanho sempre. Cabeça criativa neste mundo tão medíocre, não dá para perder... Sou fã (quase) histérica do Roberto Carlos, o Roberto da Jovem Guarda, que influenciou muito na mudança de comportamento dos jovens brasileiros e deu bandeirada na corrida da música popular brasileira.Um abraço. Continue sempre nos alegrando com suas crônicas.

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