domingo, 11 de outubro de 2020

Balbúrdia e Quietude




 Balbúrdia 


Não me calo diante da dor, 

Essa dor que é tão forte

Ao ponto de sufocar-me.


Dor de viver, de estar , 

De sentir, 

Dor que não sei explicar. 


É aquele instante de sentir-se ausente de nós mesmos. 


De questionar a impaciência, de ignorar as esperanças 


Será saudade,

Medo, 

Insuficiência do ser, 

Ou só dor do amor... 


É solidão entre nos mesmos, 

Procura para entender o aviso , 

Do corpo, 

Da mente e da alma. 


É dor 

Que não se acaba

É dor que às vezes passa,

É dor exausta. 


Dor que persiste em ficar,

Mas que um dia irá  cicatrizar.  


Juliete Valero




QUIETUDE (Aristeu)


Vêm as dificuldades mil

E a serenidade é a atitude!

Por mais duro, o golpe vil,

Aconchegue na quietude!


Pairam sombras perturbadoras?

Logo virá a finitude...

É uma luz duradoura,

Almeje sempre a quietude!


Isto é mais do que paz,

É fé em amplitude!

Aquele que assim faz

Esbanja a quietude.


Amontoam-se problemas?

Isto são vicissitudes.

Tenha sempre como lema:

"Eu tenho a quietude!"


Para obter o refrigério

Acalme-se em plenitude!

Este é todo o mistério

Do Rei da mansuetude!

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