sexta-feira, 13 de março de 2015

“Que o diabo que te carregue, Emilze Cafrune...” (Aristeu)



Só Corro


Eu odeio esta mulher de riso fácil, principalmente porque nunca foi falso.
Olhando esta senhora regateira, ela parece a mais feliz das criaturas, mas tá amarrada.
Sua idiota, faça cara de coitada, cara de sofrimento, cara de suplício, caso queira complacência ou ajuda. Ninguém acredita que uma pessoa feliz esteja doente. Será que este trem doido não tem lágrimas? Derrame acintosamente, sofredora!
Osso duro, onde já se viu tomar trinta e quatro comprimidos por dia e continuar viva? Ainda tem que importar. Muitos não importam. Maldita química que a sustenta?
Pra continuar com esta dieta “vide bula” fica perturbando o bom andamento do Serviço Público Burocrático, já repleto de papéis? Que lindo! Burocracia é o artifício montanhoso para não dirimir dificuldades de tramitação de pedidos indigestos de um só eleitor. Público é público, o que quer dizer para muitos. Despachar em função de um é privado. Vão acabar te despachando, Emilze. Problema para sempre.
Lembro aqui um tal de Caifás, líder judeu dos tempos das cruzes no Calvário. Ao saber que iriam pendurar Jesus, ele exclamou com medo do nazareno retirar-lhes a mordomia: “Melhor que se pereça um homem que uma Nação inteira.”
Deixar você à mingua, Cafrune, é bíblico.

Você tá ferrada, Turquinha infeliz que aparece com perfil radiante, quem procura MP vira inimigo da PM.
Para viver, você, em vez de ter problemas na fiação, pra facilitar, deveria ter problema apenas no motor. Coração tem muitos e até falsos se encaixam, mas artérias flácidas, nunca vi falar, não são caminhos para sangue tão quente nem para estacionar “stents”.
Acho que, sorrir sem moderação, além de não dar rugas, relaxa as veias. Kkkkkkkkk Quem mandou você sorrir primeiro e sempre. Você é um saco, um saco de risadas. Choraminga, trem.
Falando nisto, ponha a mão na consciência. O município não tem dinheiro. É a crise que assola a boca da botina. Outro dia tiveram que pagar míseros doze mil reais para um palhaço mágico palestrante motivador. Não sei o que ele falou às mulheres no dia internacional das mesmas, mas se tal quantia fosse para seu tratamento, as mulheres ficariam muito mais satisfeitas, inclusive você falaria muito mais tempo com elas, ririam juntas e talvez até chorariam de felicidade. Você é mágica ou o resultado de algum encantamento.
“Que o Diabo que te carregue, Emilze Cafrune...” leve, sob esporadas, você até os céus. Nos escabelos dos teus pés, numa enxurrada de gargalhadas, ele aprenda que, os escolhidos do Senhor, jamais perdem a fé e a alegria, ainda que viva infernos.

1 comentários:

Aloisio Nunes de Faria disse...

Maravilhosa homenagem. Obra de mestre para uma diva da alegria, da ternura, do otimismo e da fé na arte de viver.

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