domingo, 8 de maio de 2011

Quem não gosta da mãe levanta o dedo...


NÃO GOSTO DE MINHA MÃE

Eu não gosto de minha mãe. Havia um cordão umbilical que nos unia, mas fora rompido no momento certo, mas eu deveria ser de sete meses, pois não agüentava mais aquele ambiente solitário, espremido e quente.
Ela ainda continuou por quase dois anos oferecendo-me aquele peito flácido de onde tirava minha quase única alimentação. Entre uma mamada e outra era submetido à prova de um mingau quente de fubá de milho.
Até quase cinco anos aquela megera me deixava desnudo a brincar e, quando fora me dar roupas, eram confeccionadas na nossa própria casa com sacos de açúcar – um “modelito” único. Lembro-me também do tal suspensório quando ia à Escola. Caminhava descalço e nem as legítimas Havaianas protegiam meu solado do pé da poeira, pedra e lama.
A escola fora uma imposição dela e algo imposto nunca é bem-vindo a uma mente libertária. Não só a escola, mas também as missas semanais forçadas.
Depois que eu peguei o gosto pela escola, lá pela quarta série primária, ela quis me tirar pra trabalhar e ajudar meu pai a criá-la juntamente com meus oito irmãos. Não saí de teimoso, mas ainda assim minha féria era consumida pela família. Féria conquistada na feira livre e na caixa de engraxate. Neste tempo eu dava presente pra ela.
Aos meus catorze anos perdi meu pai consumado pelas conseqüências do alcoolismo. Eu também já bebia. Bicho criado solto pode virar lobisomem.
O novo companheiro de minha mãe não nos aceitava sob o seu teto e, entre outros, fui deixado ao relento – a maior escola da minha vida.
(35 anos depois)
Bem, chega de lembranças edificantes! Hoje, aos cinqüenta anos, apesar de tanta dificuldade e com a mãe ainda viva, posso afirmar de peito aberto, sem medo de estar errado: Eu não gosto de minha mãe, mas amo-a!

5 comentários:

Marilia Cunha disse...

Aristeu,

sua franqueza é fascinante... A gente pode amar a mãe mesmo demonstradas todas as suas fraquezas e suas dificuldades. O difícil é colocar isto no papel ( no papel? sei lá, na tela) como você faz. Eu não tinha perdido o endereço do seu blog, mas por ato falho, não sei, insistia em por "agua emendada"). Tem algum lugar no mundo que se chama "água emendada"? De onde surgiu isto na minha cabeça?
Um grande abraço,

Marília

slferreira.lucia76@gmail.com disse...

Isso somente prova o quanto somos humanas mesmo quando os filhotes nos vêem como um ser perfeito.
Eu sempre imaginei que minha mãe fosse uma santa uma pessoa sem defeitos. Quando ela e meu pai se separaram também por motivos de alcoolismo da parte do meu pai. Eu a vi descer do seu pedestal de santa e se tornar uma mulher comum e juro fiquei mal pra não falar do ciúme que sentia sempre que o namorado chegava a nossa casa.
Hoje depois de tanto tempo relembro isso e vejo o quanto fui egoísta.
Antes de ser mãe somos mulheres e com isso temos todas as carências, medos e muitos defeitos. Claro que isso não muda o amor que temos por nossas crias.
Pena que tanto tempo se passou para reconhecer os meus erros
Somente agora posso ver a historia dos dois ângulos: como filha e como MÃE.
Não importa os erros por nós cometidos o que importa realmente e que amor de mãe é incondicional e é o único amor que podemos verdadeiramente confiar, ele é tão forte que chega a doer dentro do peito ao nos vermos impotentes diante das escolhas de nossos eternos bebes.

Anônimo disse...

Eu tambem posso afirmar hoje aos 31 anos que apesar amar minha mãe eu não gosto dela. Primeiramente começou eu nascendo filho bastardo como eu sei que as mulheres são emotivas por isso ouve afastamento do meu pai biologico e ela não lutou pelo me direito de ter um pai, quando eu tinhas uns 05 anos ela se casou e eu fui morar com ela dai começaram os meus problemas, ela começou a tratar meus irmãos de criação melhor do que eu sempre me deixando de lado financeiramnete e afetivamente e para piorar tinha me padrasto sempre dificultando as coisas quando era para min , mas comecei a notar aos 16 anos quando fui trabalhar no escritorio com eles, enquanto meus irmãos aprendia derpatamento fiscal e pessoal e contabil, eles queriam que eu trabalha-se como office-boy e no arquivoo que gerou a 1º de muitas brigas e fui expulso do escritorios sem direito algum, como minha mãe tinha uma grafica me botaram para trabalhar lá, logo depois meu irmão mais velho foi trablahar lá tambem e botaram ele na administração enquanto ele ganhava 05 salarios mininmos eu ganhava 02, como em 2002 graficas entraram em crise e mal administração do meu irmão a grafica praticamente quebrou dai eles arrumaram um emprego no CEASA MG para meu irmão e me deixarm só com nome da grafica pq venderam os maquinarios e deixou a grafica com dividas de R$ 15.000,00, nessa epoca eu estudava economia na PUC minas e eles pagavam minha faculdade e mais dois irmãos meus estudavam na newton paiva só que uma mais nova a mais preferidas das irmãs passou em ondotologia na newton dai como era muito caro pararam de pagar minha faculdade e dos meus outros irmãos só que eu trabalha por conta propria e meus irmãos trabalham com eles ai eles pararam de pagar a faculdade deles mais dobraram os salarios deles assim tive que parar de estudar, mesmo com grafica sem maquinarios eu comecei a terceirizar os serviços e começou render dinheiro eu paguei todas as dividas atrasadas e comecei a juntar dinheiro para montar uma papelaria para min, só que um belo dia eu burro emprestei R$ 8.000,00 a meu pai e ele tinha dois carros que todos irmãos usavam dai ele me deu um golpe me obrigou a comprar um carro dele. Quando foi em 2008 comecei as estudar denovo na puc porem no curso virtual que era mais barato comecei a tarbalhar na bilheteria no mineirão onde me rendia um bom dinheiro tambem, nesse intervalo uma prima minha veio morar em acasa tambem dai arrumaram para ela um emprego no escritorio tambem. quando foi no segundo semestre de 2009 começaram a me ajudar na faculdade e quando em setembro me arrumaram um emprego tambem com um salario otimo, mas a diferenças ainda continuo tenho que trabalhar sempre mais que todos porque meus irmãos ainda juntam para falar mal de min junto com meus pais. Hoje sou casado e fiz a besteira de contsruir emcima das casas dos meus pais então sou obrigado por enquanto a conviver com eles. Mas em breve vou sair de perto porque ser tratado diferente faz muito mal. E não quero que meus filhos sejam tratados diferentes dos meus sobrinhos. Com tudo isso posso afirmar que não gosto em especial da minha mãe que me deixa sempre em ultimo plano.
hugobh1@hotmail.com

Elaine Aparecida disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
anonima disse...

minha vida e como nao ter origem de onde vim , sem familia sem nimguem acho qw sou adotada, a sr q me croiu disse q sou filha dela, quando nasci quiz me matar por causa de uma depresao,creci humilhada , rejeitada ouvindo ela falar q eu era muito feia , bonita era minha irma + velha , comecei a beber pinga com 12 anos virei alccoolatra , perdi minha virgindade com 13 anos embriagada nem sei como foi
nao virei mulher da vida porq deus nao quiz , com 17 anos tive meu 1 filho parei de beber de sofrer nao
larguei do meu marido com 2 filhos
onde fui parar na casa da mae.quando minha filha caçula tinha 6 meses ela mando eu sair da casa dela
nao tinha onde morar , onde deixar meus filhos para tblhar
minha irma + velha tinha acabdo de casar
e levou minha filha p casa dela
eu comecei tblhar e criar meu filho
, foi quando arrumei uma pessoa boa mais velha q eu 29 anos
ele me ajudou muito , mais minha mae começou dar em cima dele na minha frente , fez de td p separar nois . sofri , nao por perde o pai de + duas filhas q tive , por ela nao me respeitar, ele faleceu , perdoie ela , hoje arrumei outra pessoa na minha vida , adivinha q ela faz ,da em cima dele tbem
eu nao aquento mais q esta mulher tem comigo
porq me odeia !!!!!!!!

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