domingo, 10 de março de 2013

Calçada difama



PASSIVIDADE E PERMISSIVIDADE


            Estamos cercados de problemas por todos os lados, não só pessoais, mas inclusive coletivos.
            Se um idoso não tem preferência no atendimento a gente deixa pra lá afinal ainda não chegamos nesta fase.
            Se a educação via mal, não nos afeta, pois os filhos estão formados, empregados e os netos vão pra educação privada.
            As drogas não existem na nossa família, mas ainda podemos ser vitimados por usuários contraventores.
            Até então, embora ciente das dificuldades de locomoção para quem usa cadeiras de rodas, não havia sentido na pele este contratempo. Nossas calçadas goiandirenses, tão mal feitas ou mal conservadas ou não feitas, jogam até os pedestres normais para as pistas de rolamento.
 
Carros estacionados sobre as calçadas são uma constante. Existem aqueles veículos parados há tantos anos no local, inclusive decompondo-se a céu aberto, podendo, inclusive, ser foco de dengue.

Em Goiandira inclusive o posto de gasolina invadiu a calçada.
Outro dia estava observando o Wender, nosso ceguinho predileto “bengaleando” pela cidade com muita destreza. Que capacidade! Quem o vê dirá que não é deficiente, pois sabe até onde estão para serem puladas, as poças dágua da chuva. Tem toda a cidade mapeada menos os carros nas calçadas que surgem do nada. O Wender é fenômeno juntamente com sua esposa Rentatinha, também deficiente visual.

Estava me esquecendo, sei das dificuldades porque um tio idoso conta comigo para dirigir sua cadeira de rodas. Acidentou-se num tombo e merece cuidados especiais. Se for especial, este cara sou eu. Brincadeirinha...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Santo não bebe, mas hão vampiros.



Ninguém bebe só!

Uma cena fica martelando em minha memória e ao mesmo tempo tento jogá-la para apenas o meu imaginário, mas aconteceu e, as consequências, sabem-se lá quantas e quais se desenrolam. Nada fica sem resposta, sejam bênçãos ou maldições, lei de causa e efeito.


Meu querido irmão, ainda com a garganta quente de ter saboreado o líquido de alto teor alcoólico, para no acostamento seu veículo de ventura. Afasta-se das margens da rodovia e sobe em um cupim e, numa oração sincera, porém descabida, roga aos Céus que o deixe sorver sempre o álcool que lhe faz tão bem. Que o consumo exagerado e contínuo jamais seja a causa de sua morte.

A bebida, doce néctar que lhe faz adormecer e apagar momentaneamente seus dilemas, não é a fuga dos bravos e, ao contrário, vai-lhe consumir paulatinamente até a última forma vital. É um suicídio não zelar de tão formoso corpo que nasceu para o bem e o trabalho.

Por mais que Deus faça-lhe ouvidos de mercador, à sua volta, uma nuvem de espíritos se regala com tal atitude. Tais irmãozinhos, ainda necessitados de vampirizar o aroma dos bêbados, passam a ser a sua companhia. Partem então atrás deste alguém forte que pode consumir muito e, sem que o saiba, carrega sobre si uma corja de malfeitores.

Meu irmão, meu herói, às vezes a gente quer externar a grandiosidade de uma pessoa e não conseguimos. Faltam-nos talvez palavras ou tempo. Gente boa não se encontra nas esquinas por aí. São poucas, são raras, são exemplos e nem sempre sabem da importância que exercem sobre os outros.

Normalmente um irmão mais velho serve-nos de referência, mas no meu caso foi o contrário. Meu irmão imediatamente mais novo é o meu modelo. Perdemos o contato por um bom período da vida, mas nunca me esqueci de sua bondade, de seu jeito meigo, da sua vontade e disposição em melhorar o mundo.

Trabalhou duro até que adentrou à uma corporação militar de bombeiros. Nesta corporação seguiu carreira e, conforme sonho de infância, tornou-se herói de verdade.

O calor do amor pelos humanos deve ter quase lhe consumido. O amor pela natureza também. Era uma matéria de nota máxima em seu peito que parecia caber todo o ecossistema. Os animaizinhos sempre foram sua preocupação e aqueles estropiados eram os mais socorridos. Lembro-me da adoção de uma maritaca perneta.

Depois de um tempo até vislumbrou na política uma maneira de poder ajudar o próximo, mas ter apenas boa-vontade não elege ninguém. As urnas não gritaram seu nome, pelo contrário, fez emudecer-lhe a voz de consolo. Talvez decepcionado com outros acontecimentos, principalmente junto à família, aumentou a sua dose de aperitivo e foi-se tornando mais amargo, não ao ponto de se igualar a nós pobres mortais, mas eu tenho medo que meu herói seja derrotado por este inimigo que já dizimou tantos, principalmente na nossa família. Este inimigo é mais forte que nós e causa de falência múltipla. A solução é manter distância, sempre.

As pessoas mais próximas, que sempre o aplaudiram, estão a querer ressuscitar aquele bom homem. Todos em uníssono suplicam: Levanta-te e anda!

Depende somente de ele pôr-se de pé e que o bronze o modele numa estátua na eternidade de nossos corações.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Carta aberta à Hélida Caparelli



APRUMA – Associação de Proteção Unilateral ao Meio Ambiente

Olá, Amiga!...
Peraí, o que é amiga? Talvez eu esteja exagerando. Uma colega então? Não, outra vez não, pois fica parecendo que estudamos juntos nalgum curso superior, quando muito participamos de um estudo do Evangelho... Pronto, definimos nossa relação – Caminheiros Espíritas.
Pois bem, caminheira Hélida, além da fé que professamos, temos afeição aos animais domésticos. Ainda que estejamos acima da cota de responsabilidade estamos a nos sensibilizar constantemente com os que habitam as ruas e que são maltratados por muitos inumanos.
Eu estou com quatro cães e alguns gatos, animais estes que recolhi ainda filhotinhos nas ruas da nossa cidade. Não são os únicos, pois para alguns outros consegui lares decentes e estão cercados de amor.
Talvez eu seja um dos poucos que passeia atrelado a quatro cães, duas vezes por dia, mas muitos já estão passeando, não sei se tendo este ecologista como exemplo. A realidade está mudando paulatinamente. Esta caminhada diária faz muito mais bem a mim, apesar de encontrar pessoas que fazem cara de desprezo ou outra que pede para passar longe da calçada de seu endereço.
Costumo dizer que não fui eu quem os retirou da rua, mas eles que me tiraram de casa.
Sei que você está sensibilizada com os cãezinhos abandonados, principalmente os doentes, mas abrir uma associação protetora dos animais requer um engajamento de todas as forças, afinal quem protege os animais acabará por querer também proteger o meio ambiente como um todo. O lixo municipal, por exemplo, também merece nossa atenção redobrada.
Como articulador de tal grupo eu me abstenho, pois costumo envolver-me por demais e desencorajar os outros membros que, muitas vezes, certamente não me acompanharão na minha disponibilidade ou dedicação, produtos de uma mente classificada mundanamente de bipolar.
Ainda ontem, 26 de janeiro de 13, passando do outro lado da rua principal, defronte o Armazém do “Alisson”, um mísero habitante deste lugar soltou uma bombinha “cabeça de nego” para me colocar em apuros com os meus cães querendo fugir. Fiz um esforço grande e, por causa desta troça vagabunda, ainda penalizei mais meu ombro direito com ruptura de tendão. Mesmo não sendo do meu feito soltei alguns palavrões em direção aos mesmos.
Uma associação protetora dos animais encontrará muito mais problemas que soluções. As mazelas de nossa sociedade hipócrita poderão ficar expostas.
Ainda assim pode contar comigo, pelo menos ideias e disposição não me faltam.
Para que seja um grupo bem arquitetado, além do amor pelo animais, os quais possuímos, eu, você, o Paulo da Carminha, a Roberta, O Penteana, a Professora Nita, há de se contar com pessoas dotadas de funções específicas no quadro, por exemplo, Advogado, Policial, Contador, Veterinário, Farmacêutico, Comerciante de produtos veterinários, Propagandistas, Professores biólogos e os cachorros... Políticos também.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sábado-Feira em Goiandira



VAMOS BOTAR BANCA

Sempre encontrei nas feiras livres um lugar de passeio, trabalho, compras diversas e, acima de tudo, diversão. Recordo aqui então da maneira irreverente dos feirantes do Bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Era uma graça sem fim conforme anunciavam seus produtos a plenos pulmões. Um dizia: "Ajude um paraíba a tratar de duas mulheres", enquanto o vizinho replicava: "Ajude a mim que quero comprar um carro zero."
Na verdade uma banca de feira, com muito trabalho, permite uma vida de realizações. Tive um tio que era feirante e, em tenra idade, o ajudava nos fins de semanas. Começou suas atividades com vendas de queijo e manteiga de leite, produtos oriundos da fazenda de seus pais. Com o passar do tempo foi ampliando seus produtos. Em pouco tempo, em troca do meu auxílio, levava pra casa então uma cesta recheada de frutas, verduras e derivados do leite para toda a semana da minha família.
Meu tio, me dava forte impressão, que ele gostaria de me adotar e, se eu pudesse interferir na negociação, ela seria concretizada rapidinho.
Nas feiras livres araguarinas eu carregava as cestas ou empurrava carrinhos por alguns trocados. Vi coleguinhas que retiravam produtos da cesta que carregavam e jogavam no lixo, para apanharem no caminho de volta. Virgemariasantíssima!

Em Goiandira só existe a feira do dia de sábado. Ela começa cedo e termina também muito cedo. Sempre é compensadora. Existe uma mini-banca de doces e geléias que é a minha preferida. São doces artesanais de alto padrão degustativo. Também sou usuário de alguns biscoitos caseiros que tem gosto de quero-mais.

Existe um feirante de frutas e verduras, sempre acompanhado de esposa e filho, que foi quem me lembrou das feiras de Realengo, pois é cheio de graça sem ser Ave-Maria. Para colher sua imagem, ele disse-me que era tão bonito que não precisava de photoshop e, se a vida fosse um "Big Brother", ele seria o líder.

A feira permite que uma infinidade de produtos tenham saída, inclusive amostras de artesanatos, como tapetes confeccionados por presidiários locais.
Bancas de salgados, com ou sem caldo de cana, são "personas gratas" deste horizonte matutino.
Na limpeza do local, logo após a utilização, ainda como milagre, é possível, com o "restolho" fazer sopa para muitos.

Eu até pensei, e vou discutir com a Mocidade Espírita nascente, em botar uma banca da Caridade ali. Poderíamos vender artesanatos, recolher donativos, distribuir mensagens e tudo que a criatividade permitisse em prol do nosso próximo necessitado.
Viva a Feira!


domingo, 9 de dezembro de 2012

Sopranzetti - A vida é um sopro...




NOVO ENDEREÇO E VELHA FÓRMULA

Eu tive um amigo sem igual. Deveria tê-lo observado mais, pois era digno de várias anotações que serviriam de exemplos sem fim, mas a gente tinha que trabalhar...
A sua imagem pessoal era inconfundível, típica de um italiano bonachão. Sua estatura era pouca, a careca era notável e a barriga, avantajada, garantia-lhe o apelido de Bolinha.
Era dono de um bar noturno onde, entre idas e vindas, devo ter trabalhado por uns três anos com ele.  Comecei trabalhando como faxineiro e fui seguindo carreira promissora dentro do estabelecimento e tornei-me balconista, garçon, pizzaiolo, cozinheiro... Ele reconhecia o valor de cada um. Nosso salário era semanal e consegui até instituir uma folga semanal para os funcionários, dada à importância que ele dava aos seus auxiliares, liderados por mim. Minha ascensão no trabalho até deu motivos de ciúmes num outro funcionário de mais de duas décadas, o Onofre, mas a família Lanches Corujão seguia com sua função gastronômica social – última porta aberta a qualquer desassossegado pela insônia.
A pizza era a mola mestra do Bar do Bolinha, mas como o Sr Walter Sopranzetti durante o dia era Secretário da Câmara Municipal, ele tinha dois pratos estupendos para seus clientes mais refinados, pessoal este que não faltava por ali, figurões de todo o topo da nossa direção municipal, inclusive, sua filha era afilhada de Osvaldo Pierucetti, ex-prefeito de Belo Horizonte.
As duas iguarias extras, servidas e preparadas sob o esmero do Bolinha eram o Filet à Parmegiana e o Filet Alho e Óleo. Eu aprendi a fazer e, o parmegiana é um sucesso total através dos tempos. Como o Professor Bolinha eu também o apronto só em ocasiões muito especiais.
O Bolinha, ex-dono de Papelaria, tinha uma caligrafia irretocável e, no trato com o preparo do filet demonstrava todo o seu capricho. Era um ritual de precisão e, na limpeza da carne, não acontecia nenhuma perda.
Uma de suas histórias, ele era cheio de histórias, que não consigo esquecer é do seu tempo de Livraria. Teve um vendedor que o procurou a manhã toda e não o encontrou. Aonde chegava o Bolinha já tinha saído. Cansado teve que pegar um almoço numa pensão. À mesa, nesta pensão, o vendedor teceu sua desventura, mais ou menos assim: “Eita cidade difícil, todo mundo conhece este tal de Walter Sopranzetti como Bolinha e eu não o encontro de jeito nenhum. Diacho, onde este miserável estará?” Todos riram, pois ao lado deste vendedor estava à mesa, sorridente entre dentes, a figurinha carimbada tão procurada. Que situação pra o vendedor!
O Bolinha tinha uma Variant TL e, religiosamente, ele, antes do amanhecer do dia, levava-nos, seus asseclas, em casa. Ele não buscava a gente, mas se algum faltasse ele ira atrás, pois a equipe era toda necessária. Durante meu tempo de Soldado do Exército, ganhando pouco, apesar de ser proibido ao recruta trabalhar fora do Quartel, eu fazia uns bicos por lá.  Trabalhava na cozinha ou no forno e não me expunha. Era meu dinheiro de sobrevida, pois o que ganhava como Conscrito só dava para pagar lavadeira e cigarro.
Bolinha era um notívago e, antes de qualquer negócio, o ex-bancário, conduzia o bar por puro prazer, eu acho que às vezes dava prejuízo.
O Bolinha era grande e o quadro dos frequentadores eram seletos, da mesma estirpe.
A Avenida Tiradentes não será mais endereço desta tradicional pizzaria. O Waltinho, quase imagem e semelhança do saudoso pai, muda-se, com o mesmo primor, para a esquina da Rua da Glória com Amapá.
Vou lá matar a saudade e comer bem. Vem.

sábado, 20 de outubro de 2012

Vocação para parasita



Capitalismo ou Democracia?

         Aconteceu em Brasília e eu testemunhei. No subsolo do Conjunto Nacional, quase ocupando a metade daquele nobre espaço central, havia uma unidade do Pão de Açúcar, nossa talvez maior varejista, inclusive muito atuante como hipermercado. Na entrada da loja havia um pequeno espaço e tal, através de insistente pedido, foi cedido a um chaveiro, ofício que daria mais atração à loja. Evidentemente, pois enquanto se copia uma chave compra-se algo naquela infinidade de itens bem disponibilizados.
O ponto de chaveiro pegou e o tempo passou. Administrar é um processo dinâmico e sempre surgem novas ideias de como levar o negócio adiante. Chegou um novo gerente para aquele Pão de Açúcar e, no seu levantamento preliminar, não achou correto que aquele chaveiro ficasse por ali, sugando como uma parasita, os louros do seu negócio feito quase sem nenhum investimento, pois não pagava energia, água e nem o aluguel do espaço. Calculou uma taxa e a colocou sob análise do chaveiro. O chaveiro não gostou de jeito nenhum, lógico. Bradou que tinha seus direitos e que o tempo o tornou soberano sobre aquele espaço. Vieram em sua ajuda dois ou três lojistas vizinhos que se ofereceram para ir até a justiça, caso necessário.
A pressão empregada do gerente cedeu sobre a aparente democracia que ali imperou. O gerente então, no espaço simétrico ao do chaveiro parasita, montou outro chaveiro custeado pela organização e colocou o preço das cópias e demais serviços oferecidos com o preço dez vezes menor.
A busca por cópias aumentou inclusive o resultado diário da loja. O chaveiro dos direitos voláteis não teve como fazer frente e, com o passar do tempo, foi obrigado a levantar-se daquele lugar para não morrer de fome.
Isto pode demonstrar claramente o que pode fazer o suposto abuso do poder econômico. Pobres podem colocar alguém no poder, mas o poder necessita de capital para ser exercido. Se o poder aquisitivo abandonar um local, associado ao não pagamento de impostos, como se governará?
Deus está presente na Terra, mas devemos obrigações a César, em nome da moeda circulante e enriquecedora.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O filtro da vida



Compulsão para o bem

Quando estamos plenamente ativos o que mais desejamos é não ter obrigação alguma. No entanto, quando atingimos a situação de aposentado, ainda com alguma energia, procuramos muito o que fazer e acabam aparecendo alguma coisa. Haja criatividade, pois não podemos parar de produzir.
No meu caso eu cuido de plantas, cães, gatos e galináceos, tudo de estimação, além de algumas tarefas domésticas pra ficar sempre de bem com a cara metade. O melhor presente é ajudá-la na lida que nunca muda para a infeliz com o passar do tempo.
Ficar tecendo Crônicas, como esta, também é paliativo no consumo dos dias que restam.
Outro dia, minha sogra, na tarefa de recompletar a água do filtro de barro, acabou por derrubá-lo e danificá-lo o suficiente para por fim naquilo que se destinava.
Numa análise dos dados, vi que era possível adequá-lo à irrigação. Eu passei a colocar água em parte do filtro e deixá-la nos pés das plantas. Através da filtração, num período de aproximadamente cinco horas, o filtro secava. Depois disto demorou um pouco mais porque a vela vai sujando, inclusive de lodo. Então mudava de planta e este era um de meus passatempos preferidos e acabou por se tornar uma obrigação.
Eu olho para as árvores frutíferas de época e parece que todas querem ser as próximas, mas existe uma sequência e ninguém fura fila. A irrigação gota a gota leva o precioso líquido às profundezas das raízes.
Quando a gente se predispõe a fazer o bem, com certeza ele se irradia, podendo ficar até sem controle chegando a dimensões inimagináveis.
Este pedaço de filtro passou a servir a todos à sua volta. Passarinhos brincavam, gatos se contorciam para beber no fundo dele. Quando mudava de lugar a umidade no pé da planta se enchia de bichinhos de toda natureza. Até uma pequena cobra espreitava este paraíso.
A última inquilina que eu notei no filtro de barro foi uma perereca que se esbaldava toda faceira.
Agora uma só conclusão: Eu não sei ao todo quantos se utilizam desta minha atividade, inclusive animais de rua, pois o recipiente mágico vai para a árvore da calçada, mas não há mais como parar, seria fugir da responsabilidade que cativei.