domingo, 27 de janeiro de 2013

Carta aberta à Hélida Caparelli



APRUMA – Associação de Proteção Unilateral ao Meio Ambiente

Olá, Amiga!...
Peraí, o que é amiga? Talvez eu esteja exagerando. Uma colega então? Não, outra vez não, pois fica parecendo que estudamos juntos nalgum curso superior, quando muito participamos de um estudo do Evangelho... Pronto, definimos nossa relação – Caminheiros Espíritas.
Pois bem, caminheira Hélida, além da fé que professamos, temos afeição aos animais domésticos. Ainda que estejamos acima da cota de responsabilidade estamos a nos sensibilizar constantemente com os que habitam as ruas e que são maltratados por muitos inumanos.
Eu estou com quatro cães e alguns gatos, animais estes que recolhi ainda filhotinhos nas ruas da nossa cidade. Não são os únicos, pois para alguns outros consegui lares decentes e estão cercados de amor.
Talvez eu seja um dos poucos que passeia atrelado a quatro cães, duas vezes por dia, mas muitos já estão passeando, não sei se tendo este ecologista como exemplo. A realidade está mudando paulatinamente. Esta caminhada diária faz muito mais bem a mim, apesar de encontrar pessoas que fazem cara de desprezo ou outra que pede para passar longe da calçada de seu endereço.
Costumo dizer que não fui eu quem os retirou da rua, mas eles que me tiraram de casa.
Sei que você está sensibilizada com os cãezinhos abandonados, principalmente os doentes, mas abrir uma associação protetora dos animais requer um engajamento de todas as forças, afinal quem protege os animais acabará por querer também proteger o meio ambiente como um todo. O lixo municipal, por exemplo, também merece nossa atenção redobrada.
Como articulador de tal grupo eu me abstenho, pois costumo envolver-me por demais e desencorajar os outros membros que, muitas vezes, certamente não me acompanharão na minha disponibilidade ou dedicação, produtos de uma mente classificada mundanamente de bipolar.
Ainda ontem, 26 de janeiro de 13, passando do outro lado da rua principal, defronte o Armazém do “Alisson”, um mísero habitante deste lugar soltou uma bombinha “cabeça de nego” para me colocar em apuros com os meus cães querendo fugir. Fiz um esforço grande e, por causa desta troça vagabunda, ainda penalizei mais meu ombro direito com ruptura de tendão. Mesmo não sendo do meu feito soltei alguns palavrões em direção aos mesmos.
Uma associação protetora dos animais encontrará muito mais problemas que soluções. As mazelas de nossa sociedade hipócrita poderão ficar expostas.
Ainda assim pode contar comigo, pelo menos ideias e disposição não me faltam.
Para que seja um grupo bem arquitetado, além do amor pelo animais, os quais possuímos, eu, você, o Paulo da Carminha, a Roberta, O Penteana, a Professora Nita, há de se contar com pessoas dotadas de funções específicas no quadro, por exemplo, Advogado, Policial, Contador, Veterinário, Farmacêutico, Comerciante de produtos veterinários, Propagandistas, Professores biólogos e os cachorros... Políticos também.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Sábado-Feira em Goiandira



VAMOS BOTAR BANCA

Sempre encontrei nas feiras livres um lugar de passeio, trabalho, compras diversas e, acima de tudo, diversão. Recordo aqui então da maneira irreverente dos feirantes do Bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Era uma graça sem fim conforme anunciavam seus produtos a plenos pulmões. Um dizia: "Ajude um paraíba a tratar de duas mulheres", enquanto o vizinho replicava: "Ajude a mim que quero comprar um carro zero."
Na verdade uma banca de feira, com muito trabalho, permite uma vida de realizações. Tive um tio que era feirante e, em tenra idade, o ajudava nos fins de semanas. Começou suas atividades com vendas de queijo e manteiga de leite, produtos oriundos da fazenda de seus pais. Com o passar do tempo foi ampliando seus produtos. Em pouco tempo, em troca do meu auxílio, levava pra casa então uma cesta recheada de frutas, verduras e derivados do leite para toda a semana da minha família.
Meu tio, me dava forte impressão, que ele gostaria de me adotar e, se eu pudesse interferir na negociação, ela seria concretizada rapidinho.
Nas feiras livres araguarinas eu carregava as cestas ou empurrava carrinhos por alguns trocados. Vi coleguinhas que retiravam produtos da cesta que carregavam e jogavam no lixo, para apanharem no caminho de volta. Virgemariasantíssima!

Em Goiandira só existe a feira do dia de sábado. Ela começa cedo e termina também muito cedo. Sempre é compensadora. Existe uma mini-banca de doces e geléias que é a minha preferida. São doces artesanais de alto padrão degustativo. Também sou usuário de alguns biscoitos caseiros que tem gosto de quero-mais.

Existe um feirante de frutas e verduras, sempre acompanhado de esposa e filho, que foi quem me lembrou das feiras de Realengo, pois é cheio de graça sem ser Ave-Maria. Para colher sua imagem, ele disse-me que era tão bonito que não precisava de photoshop e, se a vida fosse um "Big Brother", ele seria o líder.

A feira permite que uma infinidade de produtos tenham saída, inclusive amostras de artesanatos, como tapetes confeccionados por presidiários locais.
Bancas de salgados, com ou sem caldo de cana, são "personas gratas" deste horizonte matutino.
Na limpeza do local, logo após a utilização, ainda como milagre, é possível, com o "restolho" fazer sopa para muitos.

Eu até pensei, e vou discutir com a Mocidade Espírita nascente, em botar uma banca da Caridade ali. Poderíamos vender artesanatos, recolher donativos, distribuir mensagens e tudo que a criatividade permitisse em prol do nosso próximo necessitado.
Viva a Feira!


domingo, 9 de dezembro de 2012

Sopranzetti - A vida é um sopro...




NOVO ENDEREÇO E VELHA FÓRMULA

Eu tive um amigo sem igual. Deveria tê-lo observado mais, pois era digno de várias anotações que serviriam de exemplos sem fim, mas a gente tinha que trabalhar...
A sua imagem pessoal era inconfundível, típica de um italiano bonachão. Sua estatura era pouca, a careca era notável e a barriga, avantajada, garantia-lhe o apelido de Bolinha.
Era dono de um bar noturno onde, entre idas e vindas, devo ter trabalhado por uns três anos com ele.  Comecei trabalhando como faxineiro e fui seguindo carreira promissora dentro do estabelecimento e tornei-me balconista, garçon, pizzaiolo, cozinheiro... Ele reconhecia o valor de cada um. Nosso salário era semanal e consegui até instituir uma folga semanal para os funcionários, dada à importância que ele dava aos seus auxiliares, liderados por mim. Minha ascensão no trabalho até deu motivos de ciúmes num outro funcionário de mais de duas décadas, o Onofre, mas a família Lanches Corujão seguia com sua função gastronômica social – última porta aberta a qualquer desassossegado pela insônia.
A pizza era a mola mestra do Bar do Bolinha, mas como o Sr Walter Sopranzetti durante o dia era Secretário da Câmara Municipal, ele tinha dois pratos estupendos para seus clientes mais refinados, pessoal este que não faltava por ali, figurões de todo o topo da nossa direção municipal, inclusive, sua filha era afilhada de Osvaldo Pierucetti, ex-prefeito de Belo Horizonte.
As duas iguarias extras, servidas e preparadas sob o esmero do Bolinha eram o Filet à Parmegiana e o Filet Alho e Óleo. Eu aprendi a fazer e, o parmegiana é um sucesso total através dos tempos. Como o Professor Bolinha eu também o apronto só em ocasiões muito especiais.
O Bolinha, ex-dono de Papelaria, tinha uma caligrafia irretocável e, no trato com o preparo do filet demonstrava todo o seu capricho. Era um ritual de precisão e, na limpeza da carne, não acontecia nenhuma perda.
Uma de suas histórias, ele era cheio de histórias, que não consigo esquecer é do seu tempo de Livraria. Teve um vendedor que o procurou a manhã toda e não o encontrou. Aonde chegava o Bolinha já tinha saído. Cansado teve que pegar um almoço numa pensão. À mesa, nesta pensão, o vendedor teceu sua desventura, mais ou menos assim: “Eita cidade difícil, todo mundo conhece este tal de Walter Sopranzetti como Bolinha e eu não o encontro de jeito nenhum. Diacho, onde este miserável estará?” Todos riram, pois ao lado deste vendedor estava à mesa, sorridente entre dentes, a figurinha carimbada tão procurada. Que situação pra o vendedor!
O Bolinha tinha uma Variant TL e, religiosamente, ele, antes do amanhecer do dia, levava-nos, seus asseclas, em casa. Ele não buscava a gente, mas se algum faltasse ele ira atrás, pois a equipe era toda necessária. Durante meu tempo de Soldado do Exército, ganhando pouco, apesar de ser proibido ao recruta trabalhar fora do Quartel, eu fazia uns bicos por lá.  Trabalhava na cozinha ou no forno e não me expunha. Era meu dinheiro de sobrevida, pois o que ganhava como Conscrito só dava para pagar lavadeira e cigarro.
Bolinha era um notívago e, antes de qualquer negócio, o ex-bancário, conduzia o bar por puro prazer, eu acho que às vezes dava prejuízo.
O Bolinha era grande e o quadro dos frequentadores eram seletos, da mesma estirpe.
A Avenida Tiradentes não será mais endereço desta tradicional pizzaria. O Waltinho, quase imagem e semelhança do saudoso pai, muda-se, com o mesmo primor, para a esquina da Rua da Glória com Amapá.
Vou lá matar a saudade e comer bem. Vem.

sábado, 20 de outubro de 2012

Vocação para parasita



Capitalismo ou Democracia?

         Aconteceu em Brasília e eu testemunhei. No subsolo do Conjunto Nacional, quase ocupando a metade daquele nobre espaço central, havia uma unidade do Pão de Açúcar, nossa talvez maior varejista, inclusive muito atuante como hipermercado. Na entrada da loja havia um pequeno espaço e tal, através de insistente pedido, foi cedido a um chaveiro, ofício que daria mais atração à loja. Evidentemente, pois enquanto se copia uma chave compra-se algo naquela infinidade de itens bem disponibilizados.
O ponto de chaveiro pegou e o tempo passou. Administrar é um processo dinâmico e sempre surgem novas ideias de como levar o negócio adiante. Chegou um novo gerente para aquele Pão de Açúcar e, no seu levantamento preliminar, não achou correto que aquele chaveiro ficasse por ali, sugando como uma parasita, os louros do seu negócio feito quase sem nenhum investimento, pois não pagava energia, água e nem o aluguel do espaço. Calculou uma taxa e a colocou sob análise do chaveiro. O chaveiro não gostou de jeito nenhum, lógico. Bradou que tinha seus direitos e que o tempo o tornou soberano sobre aquele espaço. Vieram em sua ajuda dois ou três lojistas vizinhos que se ofereceram para ir até a justiça, caso necessário.
A pressão empregada do gerente cedeu sobre a aparente democracia que ali imperou. O gerente então, no espaço simétrico ao do chaveiro parasita, montou outro chaveiro custeado pela organização e colocou o preço das cópias e demais serviços oferecidos com o preço dez vezes menor.
A busca por cópias aumentou inclusive o resultado diário da loja. O chaveiro dos direitos voláteis não teve como fazer frente e, com o passar do tempo, foi obrigado a levantar-se daquele lugar para não morrer de fome.
Isto pode demonstrar claramente o que pode fazer o suposto abuso do poder econômico. Pobres podem colocar alguém no poder, mas o poder necessita de capital para ser exercido. Se o poder aquisitivo abandonar um local, associado ao não pagamento de impostos, como se governará?
Deus está presente na Terra, mas devemos obrigações a César, em nome da moeda circulante e enriquecedora.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O filtro da vida



Compulsão para o bem

Quando estamos plenamente ativos o que mais desejamos é não ter obrigação alguma. No entanto, quando atingimos a situação de aposentado, ainda com alguma energia, procuramos muito o que fazer e acabam aparecendo alguma coisa. Haja criatividade, pois não podemos parar de produzir.
No meu caso eu cuido de plantas, cães, gatos e galináceos, tudo de estimação, além de algumas tarefas domésticas pra ficar sempre de bem com a cara metade. O melhor presente é ajudá-la na lida que nunca muda para a infeliz com o passar do tempo.
Ficar tecendo Crônicas, como esta, também é paliativo no consumo dos dias que restam.
Outro dia, minha sogra, na tarefa de recompletar a água do filtro de barro, acabou por derrubá-lo e danificá-lo o suficiente para por fim naquilo que se destinava.
Numa análise dos dados, vi que era possível adequá-lo à irrigação. Eu passei a colocar água em parte do filtro e deixá-la nos pés das plantas. Através da filtração, num período de aproximadamente cinco horas, o filtro secava. Depois disto demorou um pouco mais porque a vela vai sujando, inclusive de lodo. Então mudava de planta e este era um de meus passatempos preferidos e acabou por se tornar uma obrigação.
Eu olho para as árvores frutíferas de época e parece que todas querem ser as próximas, mas existe uma sequência e ninguém fura fila. A irrigação gota a gota leva o precioso líquido às profundezas das raízes.
Quando a gente se predispõe a fazer o bem, com certeza ele se irradia, podendo ficar até sem controle chegando a dimensões inimagináveis.
Este pedaço de filtro passou a servir a todos à sua volta. Passarinhos brincavam, gatos se contorciam para beber no fundo dele. Quando mudava de lugar a umidade no pé da planta se enchia de bichinhos de toda natureza. Até uma pequena cobra espreitava este paraíso.
A última inquilina que eu notei no filtro de barro foi uma perereca que se esbaldava toda faceira.
Agora uma só conclusão: Eu não sei ao todo quantos se utilizam desta minha atividade, inclusive animais de rua, pois o recipiente mágico vai para a árvore da calçada, mas não há mais como parar, seria fugir da responsabilidade que cativei.

COVEIRO DO FUTURO



DROGA DE JOVEM

         Eu não acredito na força motriz dos jovens para ações caritativas ou de qualquer monta. É fogo de palha que nem brasas deixam. Talvez o escotismo com o lema “Sempre alerta” e uma consciência de se fazer, pelo menos, uma boa ação ao dia, traduzida em atitude, coloque nos jovens o conceito real de social, crescimento próprio e de solidariedade.
         De um dia para ouro o jovem consegue arrebanhar uma multidão de afins para uma balada e dinheiro suficiente para a esbórnia, mas em busca de um ideal qualquer fraquejam ou não se interessam.
         Criar filhos tornou-se tarefa muito parecida como criar gatos. São uns comem e dormem incompreendidos, saem fortuitamente com dificuldade de arrebanhar, se metem em encrencas e sempre com as garras afiadas contra o mais próximo.
         A proteção demasiada, por exemplo, de não se trabalhar até os dezesseis anos, os tornam indolentes e preguiçosos, prontos pra não trabalharem nunca.
         Este sistema educacional que não aprisiona os incapazes por muitos anos na mesma série acaba por fornecer profissionais iletrados neste jogo de empurra-empurra. Assinalar questões com “x” pode levar qualquer um à melhor universidade sem, no entanto, atestar que o assinalador seja o melhor. O tão almejado curso superior virou comércio e nada mais é que um status que pouco acrescenta na evolução mundana.
         Até a tapa de amor materno, tão necessário nos limites da vida, transformou-se em desumanidade de alto grau.
         Algum ou outro jovem, mais exceção que regra, aprimora sua vida e seu caráter em algum movimento de igreja, mas também se alienam na religião e não gozam moderadamente na almejada vida em abundância. São uns supostamente salvos, porém convictos, mas que não vão aos porcos para resgatar o irmão pródigo afundado no mar de lama dos prazeres múltiplos patrocinados pelo consumismo de drogas de toda espécie. O Cristo Salvador se misturava aos necessitados.
         Pais surpresos, que na acompanharam devidamente a formação do seu maior tesouro, o filho extrovertido e esperto, condenam o mundo sem fronteiras.
         Cursos gratuitos de formação técnica profissional se esparramam pelo chão, mas os “querem tudo de mão beijada” não vão nem por causa do lanche ou do recreio.
         São deuses numa poltrona que, na tarefa árdua do clique ou no bate-papo dos bares, vão conquistando a virtualidade e a trivialidade que tem muito mais olhos ou ilusões jogados em tela do que novos rumos para a humanidade.
         Na minha infância eu enfrentei muitas dificuldades, mas tais me proporcionaram conForto para a velhice e moldaram meu comportamento junto aos meus filhos. Trabalhei até como empregado doméstico, mas com muita alegria. Hoje os jovens não arrumam a cama em que muito dormem e nem lavam o prato em que muito comem. O que mais dói são os pais os acharem fofos e a perfeição que Deus lhes deu.
         Jovem, reaja afinal você não está numa ilha da fantasia e pode ser o coveiro do seu futuro.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

UM DOS ELEITOS DE DEUS



 DE QUE ADIANTA GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A ETERNIDADE?

Dr Marquinho, hoje é o teu aniversário e, com tão pouca idade, o teu império em obras é incalculável.
As tuas mãos, quantas vezes com maestria divina, tornearam o homem de barro que se quebrou ou quis furtar a própria existência terrena.
            As tuas palavras, mesmo que poucas, sempre confortaram com a verdade, irradiando confiança, fé e esperança ao mais irresoluto mortal.
            O Sr não é o médico dos médicos, mas o mais paciente dos pacientes dEle.
            O teu olhar, com ligação direta no coração, é torrencial de lágrimas fáceis, mas com o sorriso franco e fraterno que permanece firme numa alegria imorredoura que só pode ser de outro mundo.
            Pai Marquinho, tua geração bendita até à milésima, paga de tuas ações benfazejas, sempre trilharão pela vereda do amor, porque o Senhor encontrou graças.
            Esposo Marquinho, a tua missão te deixa ausente do lar por muito tempo, mas a certeza do retorno triunfal preenche todos os incômodos da matriarca e convivas.
            Caminheiro Marquinho, na evolução dos seres não existe retrocesso ou marcha à ré – o progresso é contínuo e não pode parar. A tua morada num plano superior é um trono de poucos que foi preparado pelo mais dileto dos nossos amigos que também sempre se fez último.
            Político Marquinho, teu reino não é deste mundo, onde, o mais perfeito dos candidatos, Jesus Cristo, também não tenha escolhido bem os aliados e perdeu o confronto direto com Barrabás. Eu queria, como Pedro, desembainhar a minha espada e cortar línguas, mas só devo ter encontrado forças para também negá-lo por três vezes como nosso salvador.
            Perdoa-nos pelo empenho que podia ser maior e perdoa-os, pois não sabiam o que faziam tão incitados.
            Foste cercado por malfeitores, foste ultrajado, ferido e venceu o mundo à sua volta.
            Falam numa tal viagem ao Rochedo e, neste local, as pedras gritarão seu nome. Podem até se transformarem em pães e as águas, mais uma vez, se acalmarão.
            Nem o maior dos adversários, caso exista, consegue desabonar tua existência. Parabéns por estar no meio de nós há tanto tempo. Neste período, em que se confessam os pecados dos outros, a tua penitência ainda é: “Olhai por nós”.
            Deus te abençoe, Primo.