quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um texto da Marília


EMENDAS PARLAMENTARES

As Emendas Parlamentares estão previstas na Constituição Federal e são instrumentos que permitem aos parlamentares participarem da elaboração do orçamento anual, visando uma alocação maior e mais eficaz de recursos públicos. O assunto é polêmico: uns as defendem, pois vêem nelas a oportunidade de os pequenos municípios receberem benfeitorias da União, podendo assim dirigir parte de recursos públicos para construção de hospitais, creches, postos de saúde, etc. Para outros as emendas parlamentares representam mais uma ação politiqueira e eleitoreira, além de propiciar ao governo federal negociar com congressistas o apoio a futuros projetos e bela oportunidade de “presentear” os fiéis.
Como as coisas no Brasil não andam sempre por caminhos certos (os parlamentares honestos que me perdoem), muitos se aproveitam deste orçamento para fazer mutretagens. Em 2010, R$ 136,6 milhões foram enviados aos parlamentares. Alguns colocaram a verba onde não têm um voto sequer. As ONGs têm a preferência dos políticos, muitas delas existentes apenas de fachada, tendo seu nome envolvido em fraudes denunciadas por jornais. Precisamos nos interessar mais pela vida política de nosso país e por aqueles que mais têm tirado proveito dela: os políticos. E depende de nós expurgar os “fichas sujas”. Eles visam principalmente acumular fortuna no exercício exclusivo de altas funções públicas. E o povo? O povo que se dane, ora esta!


Marília Alves Cunha
Rua Icaraí, 20 – apto 402 – B. Maracanã
Uberlândia - MG
Fone – 32140374
Email – mariliacunha16@hotmail.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O depois e o antes




Estação Cultural Goiandira

No raiar do Século Vinte,
Goiás ouviu um apito de trem.
Tempos novos com requinte
Nos trilhos com destino a Belém!

Sesmaria de Campo Limpo
A Estação Goyandira rebatizou
Como pedra de garimpo
Em jóia a transformou.

Foi elevada então a distrito
E sem demora se emancipou.
Uma independência sem grito
E a Terra Branca brotou!

Lombo de burro não mais,
Fim desta condução,
Para ir mais longe Goiás
Nasceu a Primeira Estação!

O comércio e residências,
Hotéis, pousadas e pensões,
O progresso sem resistência
Expandiu pelos rincões.

O fio com a eletricidade
Chegou e teve nome de Prada.
Muito mais cedo que tarde
O estrangeiro fez morada.

Pessoas ilustres em carros especiais,
Composições de luxo em Maria Fumaça,
A noite não se calou mais
E nem ficou vazia a praça.

Cresceram as flores engrinaldadas,
Mas tudo foi passageiro.
Só se vê cargas pesadas,
Falou mais alto o dinheiro.

O ideal foi submergido
E asas de aço viraram pneus.
No rumo de subdesenvolvido
Projeto de longo prazo morreu.

Pra preservar a nossa memória
O IPHAN sempre se inspira
E pra não cessar nossa trajetória,
De cinzas a Estação Cultural Goiandira.

sábado, 20 de agosto de 2011

Gláucio, a imagem que fica.


A culpa é do fotógrafo

Às vezes passamos uma vida internética inteira sem conhecer pessoalmente nossos contatos virtuais.
O Gláucio, também fotógrafo procurado, não gosta de aparecer; tanto é que durante muito tempo, no falecido Orkut, sua foto de perfil era de costas e estampava pseudônimo, ao que ele chama de "fake", de Estrada de Ferro Goyás.
O interessante de nossa história é que tínhamos um amigo físico em comum que proporcionou-nos um conhecimento cara-a-cara.
O Gláucio parece um turista do mundo, pois acha tudo lindo e fotografa sem dó. Ouvi dizer que viaja até de rabeira nos trens e acampando como ciganos.
É um apaixonado pela arquitetura histórica e o transporte sobre trilhos, mas são poucos os que gostam de andar na linha.
Chegou em minha casa, na Goiandira, escoltado, pois a Câmara de Araguari está cheia de moção atrás da sua câmera. Tornou-se filho ingrato aos governantes de plantão por seus cliques esporem mazelas explícitas da péssima administração.
Ele tem que tomar cuidado afinal é um titica de gente, uma coisinha miúda, um nó na garganta, um Davi que incorpora um Golias.
Ele tem uma barbicha característica do Abrahan Lincoln, o lenhador gigante.
Falando nisto, é atribuído ao ex-presidente americano a seguinte frase: "Se me derem três horas para cortar uma árvore, ficarei duas horas e meia afiando o machado."
Já o Gláucio, se derem três horas para ele "tombar" uma árvore, em cinco minutos ela já estará no Facebook e no Google Earth. No fim das três horas o lenhador Lincoln já estaria enforcado.
Gláucio, busca e achareis, peça e abrir-se-vos-á, clique e divulgue, pois o seu sucesso é um caminho sem volta.
Nosso acordo fica de pé: Antes que te levem ao Jordão minha casa pode ser seu asilo.

sábado, 6 de agosto de 2011

REFERÊNCIA A RAFAEL KESLER


O Bullying e Outras Coisas

Não posso furtar-me ao dever de mais uma vez comentar um texto de Rafael Kesler, desta vez intitulado “MANIFESTO CONTRA O BULLYING”, postado na data de 06/08/2011, em seu blog http://rafaelkesler.blogspot.com .
A narrativa parece uma iguaria que tem gosto de quero mais. É invejável a exposição dos fatos em frases conectadas identificando-se como uma sinfonia.
A idéia principal, recheada de pormenores, paulatinamente impregna-se em nosso ser.
Com o texto consegui dar um passeio pelo meu passado, principalmente pela minha infância, doce para mim, porém amarga para tantos que não conseguem assimilar os revezes da vida.
Como criança criada solta, tive venturas sexuais precocemente, utilização do fumo e de substâncias alcoólicas. No próprio lar era chamado de Patinho Feio, Manquitola e “Vinte e Nove Trinta”. Os amiguinhos também não davam refresco apelidando-me de Zoiúdo, Dentuço ou Professor Pardal e às vezes até apanhava.
Quando entrei para o Quartel, onde o assédio moral é ordem do dia, os apelidos continuaram como Dentinho ou Mônica e tantos outros impublicáveis.
O que eu quero dizer com tudo isto é que o abuso sexual infantil, o bullying ou uso de substâncias entorpecentes fazem parte da vida de muitos, o que nem sempre pode caracterizar-se como norma para desvios de conduta ou desvarios. Um psicopata ter sido vítima de bullying é igual àquela estória de cartomante dizer que temos uma bisavó índia. Há, em ambas as afirmações, grande chance de ser verdade.
É verdade entretanto que já tive internações psiquiátricas, mas a isto há todo um arcabouço de embasamento genético e não às experiências de vida.
Minha iniciação sexual com gays e prostitutas só me fazem ter um olhar de caridade sobre tais seres humanos.
Nesta palavra, caridade, reside toda a essência de uma luta infinda de todos nós. Quando lutamos a favor da caridade estamos lutando a favor do amor ou da paz e contra o bullying, a pedofilia, a invisibilidade social ou as discriminações de raça, cor, idade, credo, sexo, peso...
“ – Simples, não?
- Muito simples, Senhor.”

sábado, 30 de julho de 2011

A RAFAEL KESLER


OS PROTAGONISTAS DA NOSSA VIDA

Acabo de deliciar-me com a crônica de Rafael Kesler, estudante de Direito, escritor, 22 anos, colunista do Diário de Araguari, no link http://rafaelkesler.blogspot.com/2011/07/invisibilidade-social.html .
Um texto apropriado e o autor com uma visão privilegiada de quem observa os fatos sob um camarote especial.
Rafael, você finaliza dizendo ter fé suficiente para que toda a situação seja revertida e eu te digo que apenas fé não resolve nada. Um texto como o seu já é um pequeno feito e pode ser o início de uma obra.
Analisar uma situação tão desafortunada pelo meio televisivo, no conforto e segurança de um verdadeiro lar, serve apenas de alerta que normalmente é seguido de esquecimento.
Há de se viver junto ao drama para que nossa alma fique impregnada das mazelas existentes na nossa sociedade. É um aprendizado para sempre. Não há uma invisibilidade social, mas uma cegueira quase que total para aqueles que não querem ver, afinal “pobres sempre os teremos conosco.”
Já atuei junto à população carente, principalmente na “favela” da Estrutural em Brasília, e posso afirmar peremptoriamente que muitos seres humanos dão as mãos uns aos outros. Em meio a crianças usuárias de drogas já ouvi uma tocando violino como se fora um anjo.
Dentro de favelas percebe-se nitidamente a variedade de religiões que buscam resgatar filhos de Deus através não só da palavra, mas também do pão. Eu, por exemplo, pertencia ao movimento dos Vicentinos Católicos, mas havia também sociedades civis como ONGs ou até mesmo empresas privadas, na busca incessante de elevar ou promover tais categorias de pessoas da situação tão desumana. A Estrutural nasceu em torno de um lixão.
É muito fácil culpar os administradores públicos, mas qualquer canetada de recursos públicos, em prol desta inferior camada, é combatida veementemente por todos. É um tal de dizer que cesta básica gratuita sustenta vagabundos, mas ninguém quer dar emprego a estes desocupados. Pertencem ao lixo e que cuidem de nossos lixos, quando muito.
O transporte coletivo não entra na favela e, na verdade, nem a Polícia, ambulâncias, bombeiros, Correios ou empresas telefônicas. Se favelados comprarem um bem nalguma loja não encontrará transportadora.
Queremos sempre mais presídios para abrigar esta categoria de vizinhos desagradáveis, desde que tais presídios fiquem bem longe de nós.
Falando nisto, se os governantes atuarem e construírem escolas ou postos de saúde no seio desses eleitores miseráveis, hão de faltar professores e profissionais de saúde.
Haveremos sempre que bradar por reformas, mas só mesmo o amor pra reformar o ser humano que, uma vez reformado, não haverá mais o que reformar.
Abra o olho, não para a televisão, mas para aquele que te vê por baixo, pois alguém na nossa esquina esmolando é o nosso próximo – o protagonista da nossa ascensão a Deus.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

tribunaaraguari.blogspot.com


CIRCULANDO

Com molde pequeno, mas grande jornal,
Noticia Araguari em tempo semanal.
É voz do povo e do governo fiscal.
Questiona e informa sem ser radical.
Seu dirigente tem perfil e respaldo.
Conhecimento de causa e engrossa o caldo.
Com livre trânsito pra tudo tem laudo.
Não é só mais um silva o jornalista Enivaldo.
Custa cinquenta centavos, irrisória fortuna,
Em dezesseis páginas de cinco colunas,
Brilha agora neste espaço ou lacuna
Um tablóide moderno - o Jornal Tribuna!

sexta-feira, 1 de julho de 2011

OBSERVATÓRIO DE ARAGUARI – CEM MIL ACESSOS


Araguari, “verás que um filho teu não foge à luta!”

O Observatório de Araguari, www.observatoriodearaguari.blogspot.com, completará esta semana cem mil acessos. Nasceu sem muita pretensão e foi avolumando-se.
O dono do Blog, Antonio Marcos de Paulo, é um araguarino da melhor estirpe. Sujeito muito competente que atua no Tribunal de Contas do DF. Um técnico perito em contratos e licitações públicas no centro do poder, então sabe tudo!
Advogado, ex-sargento do Exército e ex-bancário, acumulou um amor enorme pelo Brasil e terra natal. Distante, porém não muito, usa dos seus conhecimentos para participar da vida araguarina onde estão seus familiares. Faz-se presente mesmo distante apontado o caminho correto.
Coleciona assinatura de periódicos e sintoniza as rádios araguarinas, além de contar com informações privilegiadas dos comentaristas do Blog, uma gama de araguarinos influentes que participam e uns tantos sem nomes que temem represálias do poder local.
O sucesso do Blog propiciou-lhe entrevistas nas rádios e uma centena de amigos.
É certo que incomoda aos mandatários e bajuladores que, vez por outra, atribui-lhe como membro de oposição ou inexistência chegando até a lhe desqualificar como araguarino. A verdade é que é osso duro de roer e audaz em todas suas atitudes. Incorruptibilidade é uma de suas tantas qualidades.
Sua intenção era só alertar sobre possíveis erros administrativos do poder, mas pode fazer muito mais, principalmente quando algumas vozes amigas suplicam-lhe uma pré-candidatura, nem que seja a vereador, pois apontar erros é mais fácil que não cometê-los. Chega de ser estilingue quando a vida está do outro lado.
Antonio Marcos liberta-te das amarras de algum suposto medo e transforma o que puder no mundo com a sua sabedoria através do exemplo como sempre tem feito. Em todo caso não é um caminho sem volta e a qualquer momento pode-se desistir da empreitada.
Chega de a Democracia ser um tipo de governo onde os ruins são maioria!