sábado, 25 de dezembro de 2010

Tia Wal refazendo o Paraíso


Amostra do Natal 2010

"O Papai Noel não passou, mas as renas encheram o saco"

Numa retrospectiva de final de ano, num balanço fidedigno, diríamos que o ano não foi próspero quanto o ensejado, mas sempre é oportunidade de dar graças à vida, como diria o salmista sobre o tempo de plantar e de colher. Eu diria que muitos colhem sem terem plantado, mas o bom mesmo é semear.
Na porta da nossa casa sempre é possível encontrar uma criança abandonada ou um animalzinho, mas no Dia de Natal encontrei uma muda - uma muda de planta! O que será? Quem deixou?
Por um período não muito extenso as divagações continuaram - o certo é que iríamos adotar aquela plantinha desconhecida e ver no que daria.
Isto dado até que, como quem procura sempre encontra, chegamos à autora meliante - a Tia Wal! A Tia do reciclar, a Tia da Biologia, a Tia que sonha como criança!
Como diz minha exposa: "_ A Walkíria não existe!"
Eu concordo, pois é de outro tempo, de outro planeta, de outra humanidade, de outra civilização... mais avançada.
É uma professora que acredita no que faz. Os projetos implantados, sejam quais forem, são conclusos. Ela provoca os acontecimentos. Ela, somente ela, tem os alunos com proveito. Ela vê o aluno como um anjo e não um ser traquina e que merece todas as prioridades ou prerrogativas. Deve ser redatora da "Lei da Palmada".
É uma mãe que amamenta até o leite secar.
É uma orientadora que sabe onde chegar.
É restauradora do que o tempo tombou.
É um rosto sempre "assorisado".
É mais falante que ouvinte sem deixar de ser sábia.
É ação benfazeja ininterrupta. É de fé e de joelhos. É de pedir, multiplicar e de repartir.
Na noite de Natal saiu sacando do saco mudas para mudar o planeta. Não sei quantas, mas vão vingar como tudo que ela apronta e faz.
A muda da nossa porta é um ipê que vai florir valquírias por muito tempo.
Pequenas ações como esta mudam eu e mudam você. Muda o mundo de volta ao Paraíso.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Terra Natal ou Natal longe da terra?


SOMOS TODOS FARINHA DO MESMO SACO

É Natal. Uma palavra tão pequena, mas de grande significado. Indica o nascimento do Menino-Deus. Como em todo nascimento nasce também uma esperança. É uma época de fartura ou pelo menos devia ser. Os corações humanos se aquebrantam e ficam cheios de Paz. Os necessitados invadem as ruas com suas inúmeras “Caixinhas de Natal”. As famílias de reúnem com banquetes jamais vistos no transcorrer do ano. É chegada a hora de o comércio vender bem. Cada pessoa vai às compras dos presentes de seus amados ou queridos. Vive-se feliz. Mas é assim em todo o mundo? Não, claro que não. Quantas vezes choramos a ausência da reunião em família. Uma mãe é a pessoa mais sofrida com um filho ausente. Apesar de estar escrito nas Sagradas Escrituras que o “O homem e mulher deixarão pai, mãe e irmãos e se unirão formando uma nova família” não é lícito que os familiares ascendentes caiam no esquecimento. Quantos “25 de Dezembros” foram descoloridos sem a presença de toda a família, principalmente da mãe? Ainda bem que o povo nordestino, portador da saga de procurar uma terra prometida, é forte e foi cunhado para uma cruz mais pesada.
Quando num interior, chamado de sertão, uma choupana acolhe uma mãe com muitos filhos jogados à própria sorte não é sinal de abandono do pai, mas culpa de alguém ávido por um lucro desmedido que aprisiona o pai das crianças numa rotina de trabalho cativeira. Bravas mulheres de nomes marias, franciscas e infelizes severinos e raimundos “orelhas”.
Se a vitória ou o “vencer na vida” acontecer a algum dos nossos peregrinos ele retornará aos “abandonados” ou acolherá os que chegam às pencas da “Terrinha”.
Não é o caso enumerar as causas que nos impediram, esse tempo todo, de irmos curtir o Natal em Família, pois já choramos muito por isso e pedimos perdão à nossa mãezinha.
Este só não é o Natal mais feliz de nossas vidas porque sabemos que lá fora muitos irmãos padecem sem medida, mas peçamos ao Senhor Jesus que transforme cada manjedoura ou palácio governamental num reduto de uma Sagrada Família e que nos dê forças diariamente para que, com responsabilidade, tornemo-nos sobremaneira salvadores de toda família ao relento, pois uma família ao relento nos deu Nosso Salvador.

DOUTORA BACTÉRIA


QUITÉRIA

Obstinação! Talvez seja esta a palavra que define melhor toda uma atividade de pesquisa científica. No princípio, talvez, o que move um estudante quaternário na busca de um bom embasamento teórico-prático ou de uma doutrina seja a diplomação, mas a convivência diuturna com o objeto da busca incessante faz com que a relação se transforme em paixão desenfreada.
Minha amiga acreditou que fosse possível em, no máximo duas semanas, desvencilhar-se da missão, mas a interação humana com partículas de vida tão protozoárias, viróticas ou bacterianas virou um fascínio, um infinito no fundo de um tubo de ensaio ou numa pose fotográfica numa lâmina reveladora.
Daqui a pouco tempo poderemos saborear um fruto do cerrado, de produção escalar, em variadas porções da culinária multifacetada brasileira de exportação, sem que alguém por perto tenha sido testemunha da abnegação e zelo de uma ação investigativa de uma cientista dedicada. Talvez até o fruto tenha sido rebatizado para que soe bem aos ouvidos, pois araticum mais parece um banho d’água onomatopeico.
Não sei do que se leva em conta para conceituar minha amiga Quitéria - assim apelidada por ter tido tantas noites mal dormidas preocupada com a vegetatividade das suas bactérias incubadas – mas será um critério aquém do seu esforço.
Cada DNA compilado, de quase dois milhares de indivíduos da mesma população, é um espetáculo à parte cuja conclusão de tese nunca será completa se se considerar o universo ímpar de tão perfeito ser.
Pelos dias incansáveis e em nome do resto da Humanidade, obrigado Quitéria.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Padrofilia


A RELAÇÃO ÍNTIMA ENTRE UM PADRE PEDÓFILO E EU CRIANÇA

Na década de setenta, um dos bairros mais distantes do centro de Araguari era o Bairro Paraíso. Talvez por este motivo a cadeia pública tenha se transferido para aquelas imediações. Por pura ironia o inferno e o paraíso tornaram-se confrontantes.
Meu terceiro irmão, na escala descendente dos mais velhos, era então terceiro sargento da Polícia Militar e tirava serviço naquele centro de reclusão. Eu, pra não fugir à regra, era o garoto das pernas ligeiras ideal para levar-lhe o almoço na marmita ainda bem quente.
No cumprimento desta tarefa era costumeiro atender alguns pedidos dos presos, em geral levando-lhes cigarros, sabonetes, pasta dental ou doces. Eram esquisitos no começo, mas acabei acostumando-me àqueles seres humanos de baixa escala. Normalmente desfilavam pelas celas sem camisas mostrando o corpo tatuado, naquele tempo era sinal de periculosidade máxima.
O ambiente era desagradável à visão e também para o olfato de qualquer um. Na necessidade de serem atendidos tornavam-se amáveis, dóceis e educados, embora uns amedrontassem sob qualquer candura. Animais enjaulados que aprendiam a odiar ainda mais. Poucos ali não eram tão culpados.
Meu segundo irmão, sempre que possível, se embebeda e, naquela época, era um alcoólatra que aprontava muito. Aproveitando da posição ocupada pelo terceiro filho, minha mãe mandou prender o irmão cachaceiro com a intenção de forçá-lo a abandonar a bebida. Moral da história: Assim que ficou sóbrio, entre quatro paredes, nada bobo, patrocinou uma fuga espetacular. Utilizando-se de um cano que quebrou da tubulação d'água e, molhando a parede com o líquido do vaso sanitário, fez lum buraco apertado na parede onde passou boi passou boiada. Ainda lembro-me dos arranhões sangrentos que ele carregava pelo corpo devido à passagem apertada pelo buraco salvador. Presos condenados também se evadiram e só não consigo me lembrar de como o irmão sargento tenha pagado o pato.
Na cadeia pública de Araguari havia um preso de bom comportamento que circulava à solta pelas dependências. Fazia faxina no local e tinha um sorriso largo, apesar de um olhar sempre pra baixo. O nome dele era Bernardo Feitosa Soares, um padre da Igreja Brasileira condenado por pedofilia, embora naquela época tivesse tal crime outro nome e nem fosse assim tão hediondo. Conversei muito com ele e realmente era bem cativante. Lembro-me que ele disse ter assumido a culpa para poupar o bispo, o verdadeiro culpado. Ele escrevia coisas muito bonitas e trocávamos correspondências. Incentivou-me a escrever e ofertou-me um baú cheio de livros, uma mini-biblioteca que eu e as traças devoramos. Ele escrevia em papel de cigarro, coisa que não faltava por ali. Era uma letra pequena e bem desenhada. Graças a ele escrevi, naquele tempo, o seguinte pensamento: Este mundo de hoje é tão cão e medíocre que cada flor tem um espinho, cada sorriso é um disfarce e atrás das grades há um padre.
Até hoje fico pensando neste pecador que cumpriu pena no Paraíso e da relação que tivemos penetrante por toda a vida.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Louca Língua


CASO PESSOAL AGUDO

Disse o Nário Cacófono: “Alienação é um adjunto adnominal de lugar que indica a posição de uma nação no espaço.” Com mais noção de termos, em qualquer período, o arábico Al Rélio de Hollanda define tal fonema da literatura como “andar fora da linha”. Que loucura estas justas posições! Numa língua, bem passada a limpo, há uma separação silábica de seus parônimos e uma singular preposição, que desde o tempo primitivo, tem de definido e de concreto o futuro é o verbo. O gênero feminino do mesmo, ou seja, a verba, não se faz presente desde que o próprio sujeito foi preterido em um golpe epiceno mais que perfeito. É relativo que tal análise tenha como causa a finalidade de se chegar à conclusão que, sob qualquer condição, o grau sobrecomum entre as palavras de uma classe plural não é acidental, mas essencial. Uma locução positiva ou até mesmo pré positiva simples, comum à oposição, tornaria tal elemento ordinal em um caso reto ou certo, mas uma única redação de um parágrafo, na sua constituição, tem um artigo derivado da semântica que torna o tônico substantivo em multiplicativo significado. De toda forma, apesar da relação abstrata de que regras e exceções são biformes e se encontram no infinitivo, não se oblíqua ninguém a lançar uma interjeição de espanto aumentativa. Frente a tudo isto indefinido cabe interpretações de textos falsos e verdadeiros. Com junção de todos os verbetes, deste contexto comparativo, a formação morfológica é obvia ou átona ao aluno radical de Português super ativo que não tem mais adjetivo, mas analítico por sintético particípio que o coletivo chegou ao ponto final.

Meu último editorial no Jornal da Escola


Conto o que se disse e poupo os lares.

Teve um tempo que não longe vai, tanto é que ainda me lembro, que as noites eram mais escuras e nossos pais tinham mais crédito.
As ruas eram de poeira e fogão era fornalha, luz de lamparina, água de cisterna, TV em preto-e- branco, chuvisco e chiado no parente mais próximo do centro urbano.
O rádio era o centro das atenções, mas no rabo do fogão à lenha os mais velhos encantavam nossos medos com suas estórias abomináveis, sem pé e sem cabeça, saci e mula.
As peraltices do Saci-Pererê, de cachimbo e gorro, encorajavam-me a fazer travessuras e sair pulando num pé só, ora no direito e ora no esquerdo, pois havia estas duas opções para ganhar em resistência do coleguinha. Trocava de pé no ar e ele nem percebia.
À noite as peraltices na vizinhança aconteciam bem menos, pois a mula-sem-cabeça e o lobisomem me espreitavam. Se ela não tinha cabeça como soltava fogo pelas ventas?
Nossos pais nos amedrontavam e isto surtia efeito para nossa sobrevivência. Hoje não há mais como coibir os filhos que, destemidos, com uso de substâncias alucinógenas que encorajam, conseguem visões que nunca tivemos e sempre evitamos. Craques na baforada do cachimbo, como o Saci, também não tem cabeça, são mulas, transformam bens em pó, luz em escuridão... e adeus precoce na aventura terrena!
A instituição do "Dia do Saci", em combate ao enlatado "Dia das Bruxas" americano, é no dia 31 de outubro. Neste ano coincidirá com nossa presença nas urnas. É mais um punhado de mentiras, mas, como eterna criança, o eleitor continua acreditando e participando do pesadelo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Diário dos outros


Crônica após o poema


Há algum tempo surgiu-me uma idéia de fazer um diário, eu ainda era criança, mas não foi adiante. Falar da gente é difícil e ainda existem fatos impublicáveis. Há ainda o inconveniente de um intrometido aproximar dos seus momentos mais íntimos, pois um diário deve ser secreto. No dia-a-dia tamém não notamos fatos extraordinários que mereçam ser anotados. Quando se inicia um diário a gente sente-se na obrigação de contar tudo que houve a cada dia. A vida da gente só é interessante com o acumular de dias. Coisas banais que se vive pode um dia ser um fato de tamanho desmedido de importância.
Mais recentemente idealizei fazer diários dos outros. Um resumo de vida de pessoas por quais nutro algum conhecimento e o mais nobre respeito.
O primeiro a ser dissecado com algumas notas bibliográficas e que tenham influência na minha vida é o: ANTONIO MARCOS DE PAULO, autor do Blog "Observatório de Araguari".
Trata-se de um araguarino ausente por fixar residência em Brasília, mas seu coração pertence à cidade natal.
Conhecedor das artimanhas de todos os poderes, públicos e privados, devido ao fato de labutar em Tribunal de Contas de alta corte, ele, baseado na experiência, tenta manter-se de plantão aos acontecimentos de sua Araguari, onde a corrupção repete-se da mesma maneira que na podre capital.
É um grito de alerta que se irmana em coro a outros araguarinos de mesma estirpe.
O Marcos, apesar de não termos sido íntimos na infância, cresceu também no Bairro São Judas. Também estudou no São Judas Tadeu e correu atrás, muito atrás, da "bola de capotão", nos mesmos terrenos baldios que eu. Talvez fôssemos atletas ridículos, mas os times só eram completos conosco.
Os pais do Marcos, Dona Terezinha "Devagar vai Longe" e Seu Antonio "Teimoso", foram seus maiores educadores. As matérias exemplificadas diuturnamente como brio, decência, honestidade, compaixão e outras em vias de extinção, foram elimidadas com a maior nota.
O Marcos entrou no Exército, mais precisamente no Batalhão Ferroviário, para servir como recruta, mas seu conhecimento e capacidade elevou-o à graduação de Terceiro Sargento.
Transferido para Jatái foi trabalhar no Rancho do Batalhão de Infantaria. A sua qualificação militar era Logística, a área supostamente mais corrupta da caserna. Como os demais rancheiros, ele foi apelidado de pé-de-sebo e mão-pelada assim como os mecânicos eram chamados de mão-de-graxa e os infantes de pé-de-poeira. Nas brincadeiras constantes dos colegas havia e, com certeza ainda há, o despropósito de chamá-los descaradamente de mãos-leves. A atuação administrativa realmente abre brechas para que algum ou outro se beneficie, mas o Marcos jamais se locupletou com isto. Pra ser sincero eu tive oportunidade de trabalhar com licitações e contratos e fui, até certo nível, corrompido. Fez-me tanto mal que até hoje sinto-me sujo, mas isto é uma outra história.
O Marcos iniciou curso de direito em Jatái e terminou-o em Brasília, o que não é fácil a um militar tanto pelo tempo quanto pelo custo. Como ele mesmo diz, apesar das dificuldades financeiras por quais passava, chegavam naquele rincão goiano notícias araguarinas através de assinaturas que ele tinha do Gazeta, Botija Parda e Ventania. Os acontecimentos de Araguari tinham prioridade zero, fato que se repete ainda hoje, porém procura ter mais interferência.
Foi em Brasília, no ano de 1990, que aprofundamos nossa amizade. Ele era então Segundo Sargento e eu fui seu aluno no Gabinete de Identificação. Procurávamos estar juntos até mesmo no futebol de salão mesmo que desequilibrássemos pra baixo nosso time. O bom do Exército é que os superiores sempre tem vaga no time independente da bolinha que joguem. A gente perde e permanece, isto é lei.
O Marcos, apesar de uma capacidade acima dos normais, prestava inúmeros concursos, mas continuava sargento. Até que trocou praticamente "seis por meia dúzia" quando saiu do Exército para o Banco do Brasil, onde ainda cercara-se de fatos que prejudicam a quem seja extremamente correto. O Marcos tinha uma úlcera que nascera certamente por estar amarrado diante tanta situação irregular.
Talvez tenha sido seu pior pedaço, pois a falta de moradia por lá ou falta de salário correspondente, foi lhe um obstáculo sem tamanho. Só aos fortes as grandes batalhas...
Provas de concurso de nível superior ele ia passando, mas ficava sem classificação. Uma vez passou na Polícia Civil, mas a comunição foi falha e perdeu o cargo. Ficou muito contrariado e eu o consolei dizendo-lhe para continuar fazendo todos os concursos e quem iria escolher o melhor pra ele era Deus, e dito e feito.
Sua filha, dentre outras, uma cientista política, ainda é mais estudiosa que o próprio pai. Ocupa um bom cargo, daqueles de concursos de mais de três níveis.
O Túlio, o caçula tricolor forçado, que aparenta não querer nada, faz duas faculdades ao mesmo tempo. Ao contrário do pai é titular dos times os quais joga por habilidade extrema.
Rosa, a esposa também araguarina, deveria chamar-se jardim.
O Marcos está sempre que pode, ou não, em Araguari. Não é só pra matar a saudade dos pais e familiares, mas pela cidade. Tem até intenção de remunerar um correspondente local de seu Blog pra não perder o foco de sua terra querida. Fui até convidado pra isto, mas estou acorrentado à uma cabeça de cavalo enterrada em Goiandira.
Tenho certeza que o seu desejo de voltar será saciado e, de preferência, como um Juiz Federal ou de Direito da Comarca Araguarina. Aí então quero ver se suas solicitações aos agentes de órgãos públicos araguarinos, ou quem quer que seja, não serão atendidas...
Em seus pareceres, já impaciente com tantas falcatruas, ele aparenta ser rude, mas é muito doce e humilde. Já o ouço dizendo que eu exagerei neste texto a seu respeito, mas eu nem disse que ele até empresta dinheiro com intenção de nem receber.