COMPANHEIROS
Está oficializada minha candidatura a Deputado Federal, com certeza a mais ousada pretensão de minha vida. Digo ousada não por achar que seja coisa de outro mundo, ou de estar fora de minha capacidade, e sim por saber das dificuldades que encontrarei pelo caminho tortuoso e incompreendido que é o entendimento político da maioria dos eleitores.
Acredito que a política bem exercida, é sem dúvida a prática do amor fraterno. Cuidar do bem comum, zelar pelo que é de todos, colocar os seus talentos a serviço da Comunidade é também a forma mais concreta de amar o próximo.
Sou corajoso! Pois não é fácil levantar da poltrona, sair do conforto e segurança de minha casa e levar as minhas convicções para a rua...
Para muitos é fácil resmungar que tudo isso é uma vergonha, que nada se salva no ambiente político, que são todos uns ladrões, que querem se dar bem na vida, não se preocupando com as pessoas a quem pediram votos. Difícil é ir à luta para fazer parte da solução, andar pelas calçadas pedindo votos, olhando as pessoas olhos nos olhos, merecendo o respeito de muitos, e também agüentando o desprezo, e às vezes, que não são poucas, a grosseria de outros tantos.
A pessoa humana tem direitos naturais à vida digna, à educação, ao trabalho, à liberdade, à propriedade. Entendo esses direitos, não como meras outorgas legais, e sim como possibilidades concretas. Vale dizer também, que, a pessoa humana tem direito às condições concretas e reais que lhe possibilitem viver dignamente, trazer à plenitude, pela educação, seus talentos diversificados, trabalhar honestamente, afirmar sem coerções seus desejos e opiniões, exercitar seu livre arbítrio, possuir e, pela propriedade, realizar-se mais plenamente como ser humano.
Se a nossa vida não é o que queremos, tenha certeza que ela é apenas uma conseqüência dos nossos atos e decisões do passado, pois pensando, falando e agindo, vamos construindo, a cada dia, o nosso destino. Em outras palavras, temos grande controle sobre a maneira como somos moldados, pois uma vez criadas as causas, a vida apenas ajusta os efeitos.
Há uma forte relação entre o que pensamos e o que falamos, entre o que falamos e o que fazemos, entre o que fazemos e o que conseguimos, entre o que conseguimos na vida e a nossa própria realização interior.
Na realidade, um grande número de pessoas não se permite pensar no futuro, preferindo acreditar que este é determinado pelo destino ou pela vontade de algum ente superior, alem de nossa compreensão. Com isto justificam a sua própria passividade em relação ao mundo que os cerca. São pessoas que colhem apenas uma pequena fração da colheita que a vida tem para oferecer. Não faz sentido acreditarmos que tendo mentes próprias, devemos desistir do controle de nossos anseios.
Muito obrigado.
Araguari-MG em 06 de julho de 2010.
Sub Ten Humberto Bombeiro – Deputado Federal - 3193 - PHS



