terça-feira, 24 de março de 2009

Ribalta na Terra Branca


Luz na Câmara em Ação – Terceiro Relato

A sessão ordinária do dia 23 de Março iniciou-se no horário previsto. Faltou o vereador Geto que não foi justificado. Um vereador, por mais anônimo que pareça, sempre fará falta. Recordo-me de um ditado: Não falte ao trabalho, pois o patrão poderá notar que você não faz falta!
Antes de iniciar procurei três vereadores para solicitar o endereço internauta dos mesmos sendo que, destes, um não tem, o outro quer privacidade e somente Erick torna público seus dois e-mails: erickmarcus@ibest.com.br e erick.marcus@hotmail.com, tornando-se, pois, dois canais a mais de acesso a ele. Erick comentou estar lendo o Blog e apreciando, bem como se mostrou intencionado em abrir uma lacuna desta ou para si ou para o partido local.
Interessante mesmo é o Erick ter a mãe a tiracolo nas reuniões. A sua coragem admirada, com certeza, deve-se sustentar na presença da “leoa”.
Numa caminhada, tanto pela Câmara ou pela Prefeitura, é evidente a desorganização no trato com os arquivos públicos. São pastas e mais pastas amontoadas em mesas e cadeiras sem a devida identificação de conteúdo. Nas portas de armários devem constar relações do que se tem dentro, no mínimo. Uma explanação de arquivologia seria boa pra todos.
Os microfones funcionaram perfeitamente, mas como dia de muito é véspera de nada, o plenário contou com oito gatos pingados e chegou ao ápice de presenças com o número de vinte e um espectadores. O maior problema é que o povo só se interessa por a legislação em causa própria. Na sessão do dia dezesseis, plenário lotado, havia pressão por parte da terceira idade e de parte do sistema educacional. Na atual sessão, quando foi suspenso, no meio da reunião, a tramitação do Projeto que regulava os plantões das farmácias, uma dezena de interessados retirou-se, outros cidadãos de uma causa só! Como se diz no Nordeste: Se a farinha é pouca meu pirão primeiro!
O projeto da Câmara Itinerante também não vingou. A idéia é louvável quando a cidade é grande, o que não é o caso de Goiandira. Talvez a realização de algumas sessões solenes, no Povoado do Veríssimo, seja interessante.
Numa conversa com Gilberto Leiteiro manifestei a hipótese das reuniões ordinárias serem feitas nas tardes de sábados para que o povo participasse mais e ele, cético, não acredita na presença do povo na Casa. Erick achou interessante, ainda mais que todos ali têm atividades paralelas ao mandato. Inclusive quero salientar as falas de Erick, Vino e Preguinho, sempre de pé. A maioria pede desculpas e permanece sentada devido ao cansaço certamente devido às atividades paralelas. A exceção deve-se a Clodoaldo que, além de intensas atividades “extra-câmara”, ainda é acometido de problemas de saúde.
O assunto da gravação das falas foi novamente tocado e a presidência disse ainda não conhecer o orçamento da Câmara, mas providenciará assim que tiver o dinheiro nas mãos, inclusive estipulou normatização de uso do telefone da Casa, com anotações rígidas do usuário, bem como tempo de fala.
Uma solução barata e democrática, já que o povo não vai à Câmara e a Câmara não vai ao povo, seria a transmissão da reunião pela Rádio Terra Branca.
A leitura da Ata levou dezoito minutos e não pude observar, em nenhum momento, alusão à presença maciça do povo no Plenário.
No Expediente, Francelino adentrou, e foi aprovado, com requerimento para construção de uma Praça na Rua Manoel Quirino Garcia, próximo ao Nego Mamede, no bairro São João. Interessante que, noutra reunião, tal local não cabia uma rotatória e agora abrigaria uma praça.
Pedro da Ambulância também teve aprovado requerimento de construção de rampa para acesso no Laboratório do Hospital.
Abrindo um parêntese quero comentar que atividades paralelas devam estar se aglutinando, pois no estacionamento encontrava-se uma ambulância e uma Kombi escolar.
Foi sancionado pelo Prefeito o Programa - Encantadores com Música na Saúde. Acredito que, nas visitas do PSF, um cortejo musical acompanhará as verificações das pressões, o que certamente causará alterações. No Hospital não deverão atuar, pois existem placas exigindo SILÊNCIO. O único lugar que pode funcionar é no laboratório, pois pode distrair quem será espetado. As igrejas, em visitação aos doentes, já fazem isto muito bem e de graça.
Foi aprovado, em segunda votação, a folga dos funcionários municipais no dia do aniversário de cada um, porém, com certeza, os funcionários clamam por folga no dia do pagamento nem que tal fosse compensado com horas a mais trabalhadas, pois é o dia de correr atrás de compras e dívidas.
Na suspensão do Projeto das Farmácias, Erick teceu comentários do porquê da suspensão, pois confessou não saber das implicações diretas no custo aos empresários do ramo e da necessidade de se fazer uma audiência tanto com o Ministério Público, Setor interessado e Conselho Regional de Farmácia.
Será que não seria necessário que os vereadores dessem plantão também na Câmara? Eu, por exemplo, não sei onde encontrá-los.
Preguinho, se não me engano, já havia pedido uma caixa de sugestões na Casa, o que ainda não ocorreu. Será que precisa de verba pra isto?
Nos pedidos verbais, Preguinho salientou da necessidade de se fazer parada coletiva na Praça e não em frente à Eli Modas e Presentes para toda ocasião!
Erick pediu sessões solenes para os aprovados em vestibular e para os trabalhadores, em primeiro de maio.
Gilberto Leiteiro pediu mais intensificação do executivo nas ações de coleta de lixo, principalmente em frente ao Numeguinho. Foi ajudado pelos colegas na colocação de placas de “Proibido Jogar Lixo” e aplicações de multas.
Goiandira precisa mesmo é de um disque-denúncia. Devido ao fato da cidade ser pequena a gente inibe a execução de direitos de cidadão para não ser execrado pelos vizinhos. Aqui nada fica no anonimato, tudo é difundido “boca-a-boca” e coitado do prefeito se aplicar multas, arranjará inimigos ferrenhos e eternos.
Boaron sugeriu, às entradas da cidade, a colocação do nome da cidade. Clodoaldo disse já ter cinco opções arquitetônicas em estudo, com envolvimento do Senador Marconi. Pedro da Ambulância disse que a verba, em convênio com a CEF, oriunda do Ministério do Turismo, pode alcançar a cifra de duzentos mil reais.
Tal declaração abriu um largo sorriso em Erick que frisou ser o Governo de Lula atuando no Município, onde tem o prefeito como adversário. Mal sabe ele que Lula tem que comprar os adversários, pois os aliados já estão comprometidos.
Acho que Goiandira, devido a sua arte, merece um nome no concreto e, se possível, um sobrenome como “DO COUTO”, bem como uma frase lapidar abaixo do nome. Que tal um concurso para tal frase, principalmente no meio escolar? Por exemplo, na entrada de Caldas Novas eu poria: Se quer sombra e água fresca, retorne a Goiandira! Kkkkk. (Por causa do lago que vamos ter.)
Boaron também solicitou e foi atendido em assunto referente à limpeza do campo de futebol no Setor Primavera.
Juninho pediu empenho da Prefeitura para ajudar na limpeza do Asilo São Vicente de Paulo, pois não está em boas condições. Clodoaldo disse que há a necessidade de se montar uma comissão, de preferência na Assistência Social, para intermediar tal ajuda. No local há uma gestão independente e que não podem estar se metendo. Preguinho ainda foi enfático que o local poderia auto se sustentar uma vez que eles alugam casas por lá, inclusive um empresário da cidade reside por lá pagando muito barato. Tais residências poderiam acudir exclusivamente a população carente.
Juninho exigiu mais sinalização no trânsito como placas de Pare e quebra-molas. Esqueceu de exigir habilitações, proibido buzinar, pedestres nas calçadas...
Clodoaldo salientou a necessidade de uma ação conjunta, em todos os planos, de um projeto de arborização da cidade, pois ensina as crianças e os adultos não correspondem. Juninho até comentou que o próprio Secretário do Meio Ambiente cortou duas árvores em frente à sua residência.
As árvores, de espécies específicas, devem ser plantadas sim, mas do lado que não há a rede elétrica. Em cada cova devem-se guiar as raízes, através de uma tubulação, para que as mesmas não quebrem calçadas. Seria estupendo se a rede elétrica fosse como Brasília – subterrânea!
Nas conclusões finais de fala, Preguinho queixou-se ao Presidente a injustiça sofrida por ter encerrado a última reunião em meio da sua fala, o que lhe rendeu vaias dos eleitores em plenário. Também culpou Erick, devido ao aparte concedido, e disse-lhe que não precisa mais contar com concessão de apartes, durante sua fala. Na Casa de Discussões, e brigas, ainda falou ter idade para ser pai do vereador Erick e que o admira como professor, mas que ele fosse mais brando. Também disse formar uma oposição inteligente e mandou abraços ao prefeito. (APLAUSOS de poucos, mas aplausos).
Erick, no seu tempo, entre alguns sorrisos discretos, agradeceu Preguinho e falou que vaias por vaias ele recebera muito mais. Também “puxou a orelha” do presidente, principalmente no restrito uso do telefax da Câmara e que não pode estar recorrendo à Prefeitura para fazer ligações.
Pedro disse que uma palavra quando sai não volta mais e que, a Câmara, tem condições de ser mais dinâmica e moderna. Também agradeceu a eficiência do prefeito ao atender um pedido seu.
O Secretário Gilberto fez críticas a Erick pela maneira de se pronunciar, principalmente à Secretária Nice. Disse ser novo na função, admitindo falhas, mas assume toda e qualquer responsabilidade da Secretaria. Disse que o presidente fez bem em findar a última reunião num momento não adequado, mas a mesma estava tomando outros rumos.
Boaron elogiou o bom senso do presidente experiente e criticou-o por estar tendo muita consideração com os membros da casa. Poderia ser mais rígido, o que não é e quando se faz autoridade é criticado. O tempo de cada um é regimental e deve ser objeto de medida. Disse ter sido procurado por eleitores a respeito de que no PT está havendo um “racha”, o que ele nega taxativamente, o que ocorre é a independência de opiniões.
Junior achou muito importante, na inauguração da nova sede do Conselho Tutelar, os presentes terem representados os três poderes.
Clodoaldo, apesar dos repasses milionários do Governo Federal, disse haver crise nos municípios devido à baixa geral do Fundo de Participação dos Municípios, vindo a mexer na estrutura do ensino, inclusive no projeto das vagas aprovadas na sessão anterior.
Às 21h30min o Presidente Vino findou a reunião dizendo que aquela fora uma reunião tranqüila em relação à passada. Disse que muitos esperavam ver ali um palco e o mesmo não aconteceu, pois ali não é uma casa de espetáculos. Desconhece os recursos, mas que os utilizarão com muita parcimônia e zelo.
Conclusão minha: Ali não é uma casa de espetáculo, mas deve ser espetada. Talvez a lona seja jogada sobre o plenário, onde ficam os verdadeiros palhaços, que nada recebem pra ali estarem. A Casa é a continuação do palanque... Ou o palanque não era um palco?

domingo, 22 de março de 2009

Dia Mundial das Águas e o vendedor de lote


Vende-se um lago!

Terminei a primeira leitura do livro “O vendedor de Sonhos – O Chamado”, de Augusto Cury – S E N S A C I O N A L !
Também estou a vender um sonho, um lago que parece distante, mas não está. Creio fortemente e trabalho por isto. Um lago é algo mais que extraordinário. É dar oportunidade para vida, para o lazer, para a filosofia, para o verde.
Participei da construção de alguns e as dúvidas das margens são uma tônica interminável: Vai inundar minha casa? Vai ser fundo? Vai ser largo? Poderá pescar?
Vai. Com a água tudo é possível enquanto que sem ela...
A água, desde a gota que cai até o oceano, nunca é nuvem passageira. “Águas passadas não movem moinhos” é um ditado de efeito, porém mentiroso. O ciclo das águas é um vai-e-vem sem fim, inclusive a água jordaniana que batizou Jesus continua com a missão fecunda de dar sempre uma nova vida. Talvez Ele até tenha pensado assim: Minhas palavras são como as águas que sempre passarão dando vida a todos!
Em Brasília convivi com um lago enigmático, profético e famoso – o Paranoá, traçado por gênios. Ele é capital para aquela Capital!
Em Araguaína existe um lago todo feito por um só homem.
Em Goiandira existe um lago escritural aguardando a sua oportunidade de encher. O anteprojeto data do ano de dois mil e cinco. Tomei-o nas mãos e discuti com o prefeito algumas mudanças. A profundidade, em si sendo um lago só, encarece uma barragem gigantesca com a parede acima de doze metros de altura. A idéia dele de se fazer mais de um lago, um desaguando em degrau no outro, é genial, pois assim excluiriam da desapropriação algumas áreas edificadas. Antes de se abrir as torneiras um saneamento básico deverá ocorrer com os pontos de vazões de esgoto, mas nada faraônico.
Meus trabalhos em prol de tal lago são voluntários e não eles durarão apenas uma administração, se necessário for. O que eu não souber fazer, eu sei quem faz, como exemplo, um arquiteto e urbanista de Araguari, autor do Blog “Olhar Urbano”.
O lago em si pode não causar interesse em alguns poucos, mas acontece que o mesmo está circundado de um parque.
Neste parque projetam-se tapiris pra fazerem a vez de lanchonetes. Às margens do lago, com taludes gramados, uma passarela aos caminhantes e ciclistas se estende por toda a orla. Aos mais dispostos certa aparelhagem de ginástica se distribui ao longo do percurso. Bosques “apassarados” e frondosos, com crianças nos parquinhos, será a algazarra maior da paisagem, “nunca antes vista na história de Goiandira”.
O Jardim Progresso terá um manancial, fonte de inspirações!

Antes que o lago transforme-se numa realidade mais palpável e os preços dos terrenos adjacentes cresçam assustadoramente, quero anunciar, em primeira mão, um lote de quase quinhentos metros quadrados, com doze metros de frente por dez mil reais. Tal lote, ainda pertencente à minha cunhada, Professora Nita, seria meu com este valor subestimado, mas tanto eu quanto ela, estamos às voltas com obras noutros locais, o que tem consumido nosso patrimônio e reservas.
O preço é à vista e não se paga nem a vista que se terá.
Neste Dia Mundial das Águas tenha um pé no chão e outro não, um chão que seja seu com peixes como vizinhos de fundo, gorjeios e azul sem fim por cima e o seu lado, direito e esquerdo, outros vizinhos felizardos, mas corra, pois o Paraíso é somente para os bons...

Diário de um Poeta - Capítulo Terceiro

Esta seqüência de poesias é do tempo de aprendiz de aprendiz, agüenta firme que vai melhorar.

APRECIADOR ATRASADO

Quando para a escola ia,
Oh! Meu Deus que alegria!
Eu ia apreciando...
E o caminho decorando

Passava perto da igreja,
Era uma beleza.
Passava defronte um bar,
Alegre, me punha a cantar

Eram belas canções
Que minha mãe me ensinou!
Cantávamos como ninguém,
Porque mais ninguém as cantou...

Passando pelo mato,
Via seu verdume,
E passando pelo lago,
Via o seu cardume!

O sol nascia!
Linda nascente!
O sol iluminava
A minha mente...

Lembrei que tarde já estava,
E corri assustado!
O tempo não dava,
Cheguei atrasado.

Fui à professora falando:
Deixe me entrar...
Não deixou; estava me castigando...,
Pois todo dia eu chegava àquela hora,
Mas, Meu Deus, foi a primeira vez
Que ela mandou-me embora?

...

IDÉIA NEGATIVA

Na época de Natal, os meninos ricos,
Lá fora, engrandecem de alegria!
E eu, aqui dentro, tristinho,
Desabo a chorar baixinho...

Meu pensamento vazio
Começa a se encher...
...Surge a idéia de posse!
Bum... Tudo desaparece

Deus tirou naquele momento
A idéia de roubo mesquinho.
Tudo começa de novo:
...Vou chorar no meu cantinho...

...

ALEGRIA E POESIA

Naquele recinto distante,
Ouvem-se gritos de salvas e vivas;
Alguém neste instante,
Comemora uma data festiva?

É noite enluarada,
Tudo e todos se manifestam.

Enquanto procuram se alegrarem
Eu faço a poesia...
Se eu a faço de noite,
Não tive tempo de dia.

...

A VIDA

Na vida pensas que és o maioral,
Porque na sociedade tem valor,
Pois eu acho muito maior
Um mendigo que tem amor

Dinheiro aqui na Terra,
Compra quase tudo que quiser;
Só não compra o amor,
Porque só o tem, quem o bem quer

Não sejas exibido
Se na vida não lutou
Para ganhar o pão;
Que de seu pai herdou.

Dinheiro... Dinheiro!...
É por isso que o pobre luta
E trabalha o mês inteiro!

Na luta pela sobrevivência, no Paraíso,
Vence quem tem alma, amor e caridade
Os orgulhosos não vencem,
Porque vivem na ambição e maldade!...

...

TEU CAMINHO É INCERTO

Antes de tudo morrer,
Antes de tudo acabar,
Eu tenho ainda que te avisar
Melhor que eu não vais encontrar
Ninguém vai te suportar
Como eu te suportei
Teus luxos e vontades
São coisas pra rei
Onde despertaste essa fome
Juro que não sei
Tento puxar-te para estrada
Mas tua vida é um conto de fada
Onde os caminhos têm que ser encantados
E que se anda estando parado.
As paradas devem ser divertidas
Como as arenas em nosso passado.
Nesta estrada sem rumo
Não ficam pegadas para voltar
Não tem nem mesmo esquina
A sina é continuar.
Todo seu gosto hipócrita
Irá se realizar
Não haverá coisas novas
Para um sádico sorriso arrancar
Teu castelo de pedra
Vai se arruinar
Todas as riquezas
Valor algum terá.
Mude seu jeito de ser
Mude seu modo até então vivido
Para não se procurar
Quando notares que estás perdido
Espero que não seja preciso
Outro te avisar
Que seguir é proibido,
Mas que se pode burlar.
Deus te deu a vida
Para fazeres o que bem entender,
Mas na hora suprema
Ele sabe o que fazer.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Aristeu Hipócrita


O meu partido

Durante toda a vida castrense se é castrado dos direitos cidadãos. Ao militar não é permitido, entre outros, filiação a partidos políticos. Com isso aprendi a admirar os homens públicos como Tancredo, Ulisses e Joaquim Roriz. Dois estão mortos e o outro eu quero matar.
Simpatiza então com o PMDB, mas não era fiel e divorciei-me sem nunca ter constituído qualquer laço.
Pra mim os partidos deveriam ser desfeitos após cada eleição e a seleção dos eleitos formaria um time.
Minha única admiração pelo PT é devido à sua militância, incansável e obstinada, chegando a ser fanática. Ela é mais do que torcida organizada e produz resultados.
Ideologicamente talvez o Partido Verde se encaixe no meu perfil ou vice-versa. Precisamos da eutanásia na Natureza que está na UTI. Estamos suicidando e matando. Somos homens-bomba. Será que se o homem se tornar um animal extinto, a natureza se equilibre?
Tomar partido é difícil porque este nosso mundo é dicotômico e força-nos a um posicionamento social evidenciado: Ou se é esquerda ou direita, religioso ou ateu, ocidental ou oriental.
Como não posso mudar ninguém, de imediato, procuro me travestir daquilo que é o meu próximo e a partir de então se estabelecerá a sintonia para outras frequências.
Como gosto de relatar fatos, a verdade, como conceito, é de fácil aplicação, pois nada mais é do que retratar o momento. É verdade que com o recurso do “enfeite gramatical” a gente pode melhorar a imagem. Piorar a imagem é coisa da mentira. A mentira fica então definida como mascaramento ou desvirtuamento do fato.
Aos cristãos de todos os credos é sabido que o próprio Cristo tinha preferência por João. João era o discípulo que Ele mais amava. Eu sou menor que João. Devo ser aquele pó que o Mestre mandou-o sacudir das sandálias...
Falando no “Capa preta”, aqueles que faziam as Leis eram os escribas, do Partido dos Fariseus, os hipócritas e raça de víboras.
Sou do Partido da Verdade, mas com coligação de chapa ao Perdão.
Sou do Bloco da Esperança, mas meu líder é o Trabalho.
O sonho do Partidão único é o meu eterno companheiro e por ele a luta é contínua. Ele não é Partido e sim Repartido: É o Amor.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Réplica ao Leitor


Fábio disse...
Relato infeliz e tendencioso. É preciso ter clareza dos conceitos quando os utilizamos. O que o senhor chama de "caravana da democracia" é muito mais a anti-democracia, pois trata-se de um movimento articulado pelo prefeito, visto que, quem estava ali era justamente sua tropa de choque, na tentativa de inibir a iniciativa justa, legítima, salutar, do Vereador Prof. Erick de exigir a legalidade e moralidade - dois princípios fundamentais da administração pública - para a realização de concurso público para professores do município, como consta na constituição de 1988 que acesso a cargo público dar-se-á pela via do concurso público, salvo exceções de cargo de ordem de assessoria técnica. Mas parece que não é assim que pensa a administração pública de Goiandira, prefere achar brechas na lei para, decerto, para cumprir compromissos de campanha com seus apaniguados. O que é preciso esclarecer aqui, é que não se trata de um debate sobre a escola ou educação - o que seria muito importante - pois aí poderíamos abrir o debate, sobre a escola que queremos, mas enquanto isso não acontece, os iluminados da adminstração pública leva a toque de caixa o que lhes vem na cabeça. Seria preciso esclarecer por exemplo a relação do líder da situação com a escola, qual sua função na escola? ele é o diretor? mas oficialmente é a prof. Leila. Existe alguma portaria nomeando-o para alguma função específica na escola? qual seria essa função? A escola realmente oferece as condições materiais e humanas para funcionar em período integral para todos os alunos? como fica os alunos da fazenda? ou a escola seria mais casca do que conteúdo? Acredito que a posição do Vereador Prof. Erick esteja correta, de acordo com as leis que regem esse país. Deixem que a calúnia e a tentativa de difamação, as mentiras, os boatos e as fofocas sobre a conduta correta para um vereador eleito na legenda da esquerda se espalhem pela cidade, isso concerteza, não calará a voz da esperança, na busca incessante de uma cidade de todos.
18 de Março de 2009 18:06

Caro Fábio,

Primeiramente meu muito obrigado pela atenção dispensada.
Poderia tê-lo respondido no particular, mas confesso não dominar as ferramentas disponíveis do Blog, onde certamente deve estar seu e-mail.
Estou muito decepcionado comigo mesmo, pois esperava fazer um relato imparcial e não consegui, pelo menos sob a sua ótica. Embora eu não tenha compromisso algum com a veracidade sou inimigo atroz da mentira.
Minha única intenção é promover mais interesse dos cidadãos pela Casa de Leis, acompanharem nossos representantes eleitos, inclusive o prefeito. Sempre fiz isto, apesar de a minha profissão ter sido massacrada, pois militar não pode opinar. Posso apresentar uma série de publicações no “Correio Brasiliense” em que fui até capa, porém não era isto a minha intenção.
Este “relato infeliz e tendencioso”, conforme sua classificação é o segundo da série. Você leu o primeiro? Leia com carinho e vai ver melhor de que lado eu estou.
Eu não vendo meu voto, mas tenho o costume de cobrá-lo o tempo todo do mandato de todos.
Eu ajudei o Juninho do Tiubinha por uma série de fatores, mas infelizmente não foi eleito. Um dos fatores que constava até do panfleto dele, seria um comunicado à população das atividades da Casa Magna e eu seria quem fomentaria tal noticiário. Ele aguardará mais um tempo, mas a idéia continuou viva.
Procurei alguns vereadores, dentre eles Clodoaldo e Gilberto Leiteiro, e falei sobre o projeto, mas o mais interessado indicou-me um futuro editor de jornal local. No meu ver não haveria liberdade de publicação, pois ele estava correndo atrás de verbas públicas.
Há pouco tempo descobri o Blog e vi que poderia, de maneira independente e sem custos, editar os acontecimentos.
A ata oficial da casa, com certeza, será sempre mais implacável que eu.
Chamei de “caravana da democracia” àquele conglomerado maravilhoso porque não vi nada rotulado nas caras das pessoas.
O próprio Erick, conhecedor dos opositores, chamou carinhosamente alguns pelos nomes ratificando toda e qualquer manifestação pública junto à presidência da casa. Deixou bem claro tratar-se do povo goiandirense, apesar de ter chamado à lembrança dos professores presentes a ingratidão, pois num passado sindicalista eles o ufanaram, pois atuara em favor daqueles.
Não coloquei isto no relato que era justamente para protegê-lo do desabafo, afinal ele estava “cobrando posturas” – coisa habitual em mim.
Fábio, eu ainda não sei quem é quem nesta cidade, inclusive você, mas se o Erick é a voz da esperança, alerto-o que ela já passou montada por um cavaleiro que pertencia ao “clube dos onze”.
O Professor Clodoaldo, na escola, infelizmente também não sei qual o papel que ele representa, pois já o vi faxinando, comendo em pé, dando aulas, contratando obras, cantando, apresentando, rebolando, plantando... Talvez ele queira resolver o mundo com medo da cadeira de rodas, a melhor escola da vida...
Cabe a quem tem o poder de fiscalização verificar se a “leilá” existe.
Na Câmara ele foi pra lá como quinto mais votado e está quase ultrapassando o primeiro!

terça-feira, 17 de março de 2009

Abuso de autoridade?


Luz na Câmara em Ação – Segundo Relato

Após a última reunião da edilidade goiandirense, no transcorrer da semana, fatos extraordinários aconteceram, o que permitiu um levante de parte populacional interessada na assembléia ordinária do dia dezesseis.
A presença inesperada de tantos fez com que o plenário, com sua centena de lugares, se tornasse pequeno. Uma caravana de democracia será sempre bem sucedida, ainda mais que lampejos de cidadania podem tornar-se palco de uma luminosidade sem fim.
Dentre crianças e idosos perambulava até o mais fiel amigo do homem que encontrara a porta aberta. Nico, um habitante espirituoso e oportunista, disse-se responsável pelo movimento por ter convidado tantas pessoas. Sinvaldo, aquele que está em todo lugar, também lá comparecera.
O motivo do alvoroço na Câmara foi porque o professor Erick, na quarta-feira anterior, adentrou a Escola Municipal intempestivamente, munido de máquina fotográfica, e gravou cenas de toda a escola sem sequer pedir licença.
O início da reunião deu-se às 19h20, novamente sem as presenças dos membros do PT, mas decorridos cinco minutos de leitura da Ata de seis laudas, o Vereador Professor Erick pôs-se à mesa e transcorrido outros cinco minutos juntou-se à mesa também Zezinho Boaron.
As primeiras vaias surgiram no ambiente quando discorrido na Ata o não reconhecimento da Tia Elza como Presidente de grupo da terceira idade em ato do Vereador Erick.
O Presidente Vino pediu moderação à platéia e prometeu conceder a palavra oportunamente à assistência, o que infelizmente não ocorreu.
Erick pediu para suspender a redação da ata, pois a mesma não o contemplava com as falas apropriadas. Solicitou, com grande louvor e oportunidade, à presidência da casa, que providencie a gravação do áudio das reuniões, uma vez que a transcrição de falas em Ata nunca será fidedigna, principalmente à forma do dito.
Uma gravação de áudio e vídeo, a meu ver, seria então de melhor alcance e o custo não é mais tão elevado.
O assunto “ata” gerou até não-concessão de aparte de Boaron a Erick.
Talvez uma cópia da ata devesse ser distribuída aos membros, com a devida antecedência à reunião, assim como os assuntos a serem tratados. Parece que todos são pegos de surpresa nas proposituras de cada parlamentar.
Os primeiros aplausos invadiram o ambiente quando Francelino disse que a Ata estava coerente com o ocorrido na sessão anterior.
Devido à celeuma da aprovação da Ata, Erick ainda ameaçou recorrer ao Ministério Público, além de ter proclamado receberem um bom salário para, inclusive, se necessário fosse, estender a reunião para além da meia-noite.
No expediente e votação foram discutidos vários assuntos. Dentre os quais destaco:
Antonio Raimundo, Preguinho, convocou uma visita com todos os poderes ao quartel da PM em Catalão para reivindicar rondas em Goiandira como reforço à PM local no combate às drogas, principalmente;
Preguinho, o doador de lotes, desta vez requereu um lote pra empresa Guardiã, empregadora de muitos goiandirenses;
Preguinho adentrou com requerimento querendo emplacar um desconto de 80% àqueles que se estão com IPTU atrasado, mas foi observado que descontos já são oferecidos. Uma medida mais coerente seria um recadastramento de imóveis, uma vez que os arquivos da prefeitura não estão atualizados com a realidade. Existem lotes pagando IPTU como vagos e edificações suntuosas já foram feitas;
Foi discutido também, pedido de Preguinho, sobre colocação de placas de proibição de estacionar próximo ao Bar do Zezinho, para facilitar o embarque coletivo. Opinaram outros vereadores sobre estender tal medida a todos os locais de embarque coletivo.
Francelino Jr. requereu a interdição automobilística da Rua Tiradentes nos finais de semana, principalmente devido ao fato de carros com sonorização exagerada atrapalhar o lazer daqueles freqüentadores do local;
Francelino Jr requereu uma sistematização de coleta de lixo de quintais;
Erick teve apreciado seus projetos de Lei a respeito da tolerância de espera em agência bancária e a instituição do Plantão de Farmácias;
Os cargos escolares comissionados, oriundos da liderança do governo, passaram por uma segunda votação e obteve o mesmo placar anterior de 5x3 a favor;
O espaço público destinado à terceira idade, causa de presença maciça da comunidade, foi novamente discutido, aprovado e aplaudidíssimo. Clodoaldo ressaltou ser apenas uma solução temporária, pois os idosos merecem mais e o Senado poderá aprovar em breve verbas para construção de uma sede mais conveniente;
Erick, o Representante do Governo Federal, explanou sobre os impedimentos da liberação de verba, algo a ver com a legalidade das instituições;
Erick requereu alteração no Regimento para que seja implantada a “Câmara Itinerante”, inclusive com realização de sessão em Veríssimo, além dos bairros urbanos.
Ainda foi aprovada a revitalização da quadra de esporte do Povoado de Veríssimo - requerimento de Gilberto Leiteiro;
Discutiu-se sobre a capacitação do motorista de ambulância em “Primeiros Socorros”. Acredito que habilitar um enfermeiro como motorista de ambulância seja mais conveniente.
O sistema de áudio da Câmara pode ser melhorado, principalmente os microfones. Apesar de insistentes pedidos da platéia, o Vereador Hugo Mariano, o Geto, nada falou além do “aprovo” obrigatório.
Nos pedidos verbais foram solicitados andamento do recapeamento asfáltico entre Goiandira e Catalão; colocação de bebedouros em locais de público como agência bancária, além de banheiros com placas indicativas; container para coleta de lixo rural e esgoto a céu aberto.
Nas considerações finais o Vereador Clodoaldo relatou a atitude inconveniente do Professor Erick em “invadir” a Escola Municipal e constranger professores, alunos e funcionários. Com atitude soberana e intrépida fotografou a escola de tempo integral, de mérito reconhecido até pelo ministro da educação de Lula, com intuito de denúncia de farsa e confinamento. Discorreu que o Professor Erick tenha achado um absurdo o número de merendeiras e relatou as quantidades de refeições servidas bem como o cardápio semanal. (Aplausos múltiplos)
Erick, no seu tempo, rebateu que tem autoridade pra entrar em repartições públicas e fiscalizar atos da administração pública sem que ofereça cumprimentos ou sorrisos aos funcionários e que era só “consultar o Dr Fernando, promotor”, sobre tal prerrogativa.
Erick iria mostrar as imagens coletadas, mas o dvd não funcionou. Disse que são imagens que comprometem, pois existe resto de material de construção em meio às crianças, carteiras quebradas e amontoadas, quintal sujo e papéis higiênicos mal posicionados às crianças, tudo de encontro ao Estatudo da Criança e Adolescente. Salientou que a escola está diferente das fotos porque após a visita do Professor Erick a direção tomou providências. (Vaias)
Talvez seja prerrogativa do vereador adentrar a estabelecimentos públicos sem prévia recomendação, mas em muitos manuais de vereador, como o da cidade de Maringá, recomenda-se a proceder com urbanidade e moderação uma vez que o Vereador não age individualmente, senão para propor medidas à Câmara.
Acredito que Erick detenha uma boa quantidade de conhecimento, mas falta-lhe sabedoria ao demonstrá-lo.
Às 23h15, em meio às considerações finais de Preguinho, o Presidente deu por encerrada a Sessão, o que deixou o vereador indignado e também ao público, pois havia prometido liberação de fala aos presentes.
Ainda assim uma mãe revoltada com as ações de Erick discursou ao mesmo. Erick permaneceu e prestou bastante atenção à sua fala enquanto os demais integrantes da Casa se evadiam do local. Ela protestou dizendo que foi a própria filha que reclamou das atitudes do vereador na Escola. Dissertou que sai cedo e confia plenamente na escola, a quem dá a guarda de sua filha o dia todo. Disse amar Goiandira e que a Educação e Saúde vão muito bem obrigadas.
Desta vez não quero elencar os vereadores, mas o presidente destoou e sua autoridade não foi facilmente demonstrada.
Com a presença do povo os ânimos se alteraram, à exceção do Erick, o homem sem medo, mas que, por via das dúvidas, foram chamados policiais para garantir a ordem e a integridade.
Viva a democracia!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Um dos meus seguidores


Quero repetir por aqui uma crônica minha que foi publicada no "Blog do Aloísio", quando se chamava Panorama Araguari. É uma homenagem a um amigo, seguidor deste meu Blog, que pode não ter a noção do quanto ajudou na construção do meu destino.

OS TRÊS MOSQUETEIROS

No cardápio da infância o prato principal e mais saboroso sempre será as brincadeiras.

Tive três amigos escolares incríveis pelos quais devoto uma simpatia eterna.
O primeiro era o Antonio Marques da Silva Filho, um desenhista de primeira – chegava a produzir gibis. Sabia tudo da Segunda Grande Guerra. Lembro-me de brincarmos de “Hi, Hitler”, ele que inventou isso. Estivéssemos onde estivéssemos se fosse pronunciada tal saudação o outro tinha que largar tudo que tinha nas mãos para levantar o braço em riste, respondendo como o mesmo brado. Eu chegava cedo na sala de aula e me escondia atrás da porta para pegá-lo na brincadeira.
O pai dele foi maquinista de trem. Morreu num incêndio e o único órgão que ficou inteiro, segundo o Antonio, foi a língua. Cruzes credo!
Eu, depois da aula, ficava na casa dele, na Vila Goyas, para brincar, estudar e, o primordial – almoçar.
O segundo era o Wassil Carrero de Melo Junior, filho de um barbeiro que atendia próximo à Praça Manoel Bonito, mas morava muito afastado... lááááaaaa na Vila Paraíso.
O Wassil era craque de bicicleta e com ela íamos distante.
Eu, depois da aula, ficava na casa dele, para brincar e estudar pouco. Ele não era muito de estudar. O legal era o almoço.
O terceiro é, veja o tempo, o Adnan Assad Youssef Filho, fruto de um amor palestino e com brasileira. Morava perto da Matriz.
Engraçado, meus melhores amigos eram Filhos ou Júnior...
Foi com o Adnan que evoluí. A mãe dele pagou-me um curso de datilografia e me comprou uma máquina de escrever.
Eu e o Adnan sonhávamos em fazer um safári pela Amazônia, amávamos os indígenas. Ele sabia tudo sobre o assunto e, inclusive, era assinante da Revista “Interior”, uma edição do Ministério do Interior. Eu acabei ganhando uma assinatura que me acompanhou a vida inteira, até reformarem pra nada tal Ministério.
Não sei quando nos separamos, mas acho que ele foi pra Uruguaiana, onde o pai tinha um comércio. Ou então foi o Exército que me incorporou...
Sei que recente o localizei pela Internet em Boa Vista-RR, fazendo Antropologia. Numa viagem que ele fez a Goiânia, com escala em Brasília, nos encontramos no Aeroporto. Foi por pouco, não deu pra matar a saudade, mas tonteou.
Durante quinze anos ele trabalhou de motorista para os “Armazéns Martins” e percorreu a Amazônia. Eu também percorri um pouco, mas, pelo alto, nas asas da FAB.
Quando somos filhos de Deus nossos sonhos acontecem. Com o Adnan minha vida era um sonho.